01/07/2026 às 12h47Atualizada em 01/07/2026 às 12h55
Por: Josenildo Melo
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Foto: https://www.shutterstock.com
Em procurar o apoio dos Estados Unidos da América? Nenhum. O Brasil está um caos. Olhe só a manchete de hoje de um dos jornais digitais (o impresso já era): Parcela de brasileiros que aposta na Copa triplica e chega a 34% da população, mostra levantamento. E diz mais: os picos de depósitos ocorrem depois das 18 horas, horário da maioria dos jogos; o valor fica acima da média de R$ 188 durante o campeonato.
Pode um país desses ter futuro? Isso não está "dragando" o dinheiro do povo brasileiro ou "incrementando rendas"? O certo é que, se as oposições não tiverem dinheiro americano (dólares e milhões de dólares) para gastar na campanha, irão, mais uma vez, perder as eleições. Afinal, quem está "irrigando" e vai continuar "investindo" na atual candidatura de quem domina o sistema na República Federativa do Brasil? Eis a notícia do dia. Tudo, TUDO MESMO, está, de fato, aparelhado!
E tudo continuará sendo cada vez mais aparelhado se não houver uma força maior para conter tudo o que anda acontecendo. Em um dos estados mais pobres da República Federativa do Brasil, há gente que já comprou quadras inteiras de casas na periferia da capital. E isso em um dos estados mais pobres da Federação! É essa a conversa que circula; além da Igreja, todo mundo fala nisso.
E as casas em condomínios? E os apartamentos de luxo? Em uma capital que não tem indústria, é possível haver tantos imóveis comprados? E quem deveria investigar, por que não investiga? Muitos dos que compram e dos que "são comprados" vivem apenas repetindo uma simples frase: "Quem terá coragem de vir para cima da gente?"
Gente desse naipe não confia mais em Deus? E não somente nisso, mas em qualquer parâmetro de valor. Para esse tipo de gente, TODO MUNDO é simplesmente comprável. Certa vez, em um gabinete, havia um chefe de gabinete que dizia — e talvez ainda diga, por onde passa — que até mesmo a linguagem para tratar com Arcebispos, Bispos, Padres e Pastores é a "linguagem do dinheiro". Eita!
Qual o problema? Em recorrer à ajuda dos United States of America? Nenhum problema. E deveriam oferecer muito mais do que apenas uma equipe de transição. Deveriam oferecer, secreta ou abertamente, o que fosse necessário para que a maior potência bélica do mundo fizesse como está fazendo em toda a América Latina.
Se continuar do jeito que está, sem que alguém "paralise ou dê um basta nisso", tudo continuará virando bagunça. Quem, em sã consciência, ainda acredita em alguma instituição? Se até mesmo na Igreja, que se diz fundada por Cristo, muitos já não acreditam, em que ainda acreditarão?
Roubar, matar, estuprar, ludibriar, enganar e cometer ilícitos não virou rotina? E dizem mais: "Você vai recorrer a quem? Vai ligar para quem?" Se você é enganado, roubado, ludibriado e injustiçado, vai reclamar para quem? É assim que o país anda. Virou um país da lei do mais forte e de quem tem mais influência para ligar ou deixar de ligar para alguém.
E o problema das apostas? É uma febre nacional? Há casas em que já começam a "sumir" móveis. Existem famílias em cujas casas, todos os dias, "desaparece" alguma coisa. O que realmente constrói um país: as virtudes ou os vícios? O problema é pedir socorro e ajuda aos Estados Unidos da América ou ver um país degradado pelo crime e pelas máfias? Já existem até evangélicos tradicionais que acordam jogando? O diabo é quem duvida.
E os católicos? Faz tempo que muitos perderam seus valores ou referenciais de vida. Somente os católicos de verdade "talvez não apostem". Procurando uma "febre igual" à da CazéTV? Somente a das casas de apostas. E, quando terminar a Copa, será que é aí que elas lucrarão ainda mais?
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SobreJosenildo Nascimento Melo é jornalista, estudou direito, é Bacharel em Serviço Social pelo ICF - Instituto Camillo Filho. É também licenciado em Filosofia pelo ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.
Teresina, PIAtualizado às 13h01 - Fonte:ClimaTempo