
Escrito sob uma pressão aterradora, O Jogador nasceu de uma aposta real. Para não perder os direitos de todas as suas obras para um editor parasita, Dostoiévski realizou um prodígio literário: concluiu este romance em apenas 26 dias. Essa urgência, por sua vez, conferiu à obra uma velocidade frenética e uma linguagem febril que capturam perfeitamente a psicologia do vício e do desespero.
A história nos transporta para a fictícia Roletenburgo, um balneário europeu onde a aristocracia russa tenta sustentar aparências de luxo enquanto as dívidas se acumulam nos bastidores. É nesse cenário de tensões latentes que acompanhamos Aleksiéi Ivánovitch, um jovem preceptor que se vê cativo de duas obsessões devastadoras. De um lado, o fascínio doentio pela roleta, que ele encara não como um jogo, mas como uma prova metafísica capaz de transformar sua vida em um único giro. De outro, sua paixão intensa por Polina Aleksándrovna, uma relação em que o amor e a humilhação caminham lado a lado.
Nesta obra-prima de Dostoiévski, o jogo não é um mero passatempo, mas um profundo mecanismo de revelação moral da consciência humana. Assim, entre a paixão desenfreada e a frieza calculista, os personagens apostam muito mais do que dinheiro: apostam os próprios destinos. O desvirtuamento das sociedades refere-se ao uso indevido, fraude ou deturpação da finalidade original para a qual uma estrutura societária (seja uma empresa, cooperativa ou associação) foi criada. Em vez de cumprir seu objetivo lícito, o formato jurídico é usado de forma abusiva para burlar regras ou lesar terceiros.
Qual a razão de retratar o jogador? O vício pode estar tomando conta do Brasil, e não apenas no que diz respeito às bets. Há gente viciada em todo tipo de jogo atualmente. E o que isso necessariamente significa? Reflexo de uma economia dependente apenas do Estado brasileiro? Não há pessoas viciadas em dinheiro público? Se há! Há até mesmo quem esteja viciado em "receber dinheiro sem trabalhar". Há ou não há, em um dos estados mais pobres da Federação? E tudo isso vira um jogo de vida? Há quem consiga enxergar a vida apenas como mais um jogo a ser jogado? A natureza humana é muito complexa. É bom não duvidar disso.
Mas quem é mesmo esse nobre escritor russo? Um dos escritores mais lidos do mundo, Dostoiévski sobreviveu ao fuzilamento, às minas da Sibéria e às dívidas de jogo — e transformou tudo isso em literatura. Foi um dos primeiros escritores a explorar, de forma sistemática, a vida interior de seus personagens: suas contradições, seus conflitos e suas dúvidas. Após sua morte, em 1881, foi reconhecido como um dos maiores romancistas da história. Sua influência sobre a literatura mundial nunca cessou.
Foi viciado em jogos, assim como Aleksiéi, o protagonista de O Jogador. O livro foi escrito sob a pressão real das dívidas, em um prazo praticamente impossível, para que o autor não perdesse os direitos de toda a sua obra anterior. O que nasceu dessa urgência foi um retrato preciso do vício, numa ficção que espelha muito do que o próprio autor viveu.
Você é do tipo que acredita que a vida de político é feita apenas de mil maravilhas? Sabia que uma das maiores pressões existentes atualmente no mundo político, especialmente em um dos estados mais pobres do Brasil, é a cobrança pelas dívidas de campanhas passadas? E tudo isso, dizem, está se transformando em uma verdadeira bola de neve.
Livro: O Jogador. Está jogando? Jamais. Deus nos livre de tudo isso. Mas, para escrever sobre algo, o que é melhor fazer? Ler sobre um mundo que, cada vez mais, vicia pessoas e corrompe virtudes. E o que rege os homens de bem e de virtudes? Os valores — os verdadeiros valores morais e éticos. Não existe essa de que os meios justificam os fins. Essa máxima tem degradado e adoecido muita gente.
As pessoas mais simples, do ponto de vista material, costumam ter vida longa? Pesquise um pouco mais sobre isso e saberás. Mas existem também os ricos benevolentes e de coração puro e cristão!
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