
O quê? A vitória? Venceu, mas ainda não convenceu? Certo mesmo é ganhar mais uma semana de respiro e seguir suspirando com a incerteza sobre se vai passar de mais uma fase? Qual é a notícia do dia? O Estadão vem com a Vorcarosfera: a teia de Daniel Vorcaro em Brasília — de voos em jatinhos a suspeitas de recebimento de propina. Ferramenta detalha a rede de contatos do dono do Banco Master com os Três Poderes; os citados negam que tenham cometido irregularidades. Mas isso é comum e natural no Brasil? Como foi mesmo a vitória do Brasil na Copa do Mundo de Futebol de 2026? Tá vendo? O seguro morreu de velho, e o desconfiado ainda hoje está vivo. O Paraguai despachou a poderosa Alemanha, e Marrocos mandou de volta a forte Holanda. Tá vendo? Essa Copa pode ser dos pequenos, daqueles que jogam com garra e não apenas pensando no futuro financeiro.
Brasília e São Paulo – Estadão: “Esse negócio de banco sempre falei que é igual máfia”, escreveu Daniel Vorcaro, no dia 7 de abril de 2025, para a então namorada, Martha Graeff. O banqueiro está preso pelas fraudes à frente do Banco Master. Vorcaro se aliou a políticos e autoridades em Brasília, sem preconceito quanto à ideologia partidária, a fim de se blindar política e juridicamente ao cometer crimes e expandir seus negócios. O Estadão reconstruiu a teia de conexões políticas do banqueiro. Para efetivar a trama, Vorcaro se cercou de políticos e autoridades dos Três Poderes.
O cerco envolve encontros pontuais, festas, degustações secretas de uísque e charutos, caronas em jatinhos e até pagamento de propina. Vorcaro buscou apoio no Congresso Nacional para aumentar os limites bancados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e alavancar seu negócio; contratou ex-ministros de Lula e Bolsonaro para consultorias; fez negócios com autoridades; infiltrou-se no Banco Central; tentou convencer a autoridade reguladora de que seus negócios eram viáveis; buscou um banco estatal no Distrito Federal para praticar fraudes financeiras e sacramentar a venda do Master; e recorreu a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU) para tentar se blindar das acusações e se livrar de uma liquidação. Está pensando? Tipo, um dia termina a Copa?
De virada é melhor? Para quem e para quê? Vai mudar a vida econômica e social do sofrido povo brasileiro ou endividá-lo ainda mais? A Copa do Mundo de Futebol só está fazendo bem para a CazéTV e para as bets? Não seria isso mera inveja ou o fracasso dos antiquados sistemas de ganhar dinheiro na República Federativa do Brasil? Só falta agora os Bispos, Padres e Pastores reclamarem porque o jogo é em um domingo, às 17 horas. Ou irão celebrar sozinhos, ou somente com os “fanáticos de plantão”? Queiram ou não, o futebol é um alento, uma pausa no sofrimento do povo brasileiro. E quem mexer ou criticar muito isso perde até mesmo colegas de trabalho ou pessoas que se dizem amigas. O diabo é quem duvida. O caminho está sendo aberto para a seleção brasileira ganhar mais uma Copa? Não seria esta a Copa das pequenas e lutadoras seleções? A torcida pelas seleções pequenas, consideradas fracas e sem tradição, pode levá-las longe. Talvez tenham a maior torcida de todas as Copas do Mundo de Futebol.
Certo mesmo é que, logo após um jogo da seleção brasileira, a bagaceira é tamanha que, no outro dia, é perceptível o aumento considerável no recolhimento de lixo pelas ruas e avenidas. E haja bolso. E os jogadores da seleção brasileira de futebol, ganhando ou não a Copa, irão pagar a conta que ficará para o povo, cada vez mais sofrido, da nação brasileira? Jamais. Talvez até digam, em alta voz: “Quem pariu Mateus que o balance!”. A vida é tal qual a formação jesuítica: “Meu filho, dinheiro não nasce em árvores". Que cada um se organize e faça por onde sobreviver, pois o mundo é o Mundo?
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