
Em um passado não muito distante, o Nordeste não era vermelho; tornou-se devido ao alinhamento das elites intelectuais, sociais e econômicas com a situação dominante? O que sempre fez diferença na política nordestina não foi o dinheiro? E uma salada de fatores que envolvem até mesmo a arte, além de um aspecto tão relevante e sobre o qual pouco se fala: o empenho das igrejas em favor de determinadas candidaturas? E sempre tendo, em troca, a melhoria das cúpulas das igrejas, e não do povão? O bicho está pegando e, desta vez, nem o dinheiro resolve? E está vindo dinheiro a rodo, não mais daqui, mas agora de fora? O diabo é quem duvida. A guerra agora é de sobrevivência econômica, e não mais apenas e tão somente ideológica. Os United States of America vêm com tudo! Vai guerrear com os EUA?
Eis a capa da revista Crusoé: Atropelada. "PL: homem de Flávio Bolsonaro passa por cima de Michelle e amplia o risco de derrota para Lula." E mais: Nordeste menos vermelho e Vítimas do chavismo. Afinal, quem mais fala e diz defender as mulheres, o que de fato defende? Qual é o vice do atual sistema que governa a República Federativa do Brasil? Um homem. E vão repetir a dose novamente, sem nenhum pudor, e ainda dirão que continuarão defendendo os direitos das mulheres. Esse país chamado Brasil realmente não é para amadores.
O que mais diz a mais rica de todas as revistas, a Crusoé? "O governo Lula entrou em seu terceiro ano derrotado: 2025 começou com a cotação do dólar em patamares recordes, como consequência do atrapalhado anúncio de ajuste fiscal de Fernando Haddad. Foi ali, na tentativa de se recuperar e chegar politicamente vivo à eleição deste ano, que o presidente abandonou qualquer simulação de responsabilidade e passou a investir na reeleição. Era fértil para a oposição, portanto, o cenário de terra arrasada gerado pelo fracasso de Lula em proporcionar aos brasileiros a colheita que prometera desde a campanha de 2022. Mas a alternância de poder que ocorreu nos últimos anos em praticamente toda a América Latina, em favor da direita, vai se tornando cada vez mais difícil de se repetir no Brasil."
E o Nordeste menos vermelho? Somente depois das eleições é que realmente saberemos. Outros destaques da rica e poderosa revista Crusoé: na reportagem "Nordeste menos vermelho", Guilherme Resck diz que as pesquisas eleitorais indicam a possibilidade de abalo na hegemonia lulopetista no Nordeste, a segunda região mais populosa do Brasil. Candidaturas aos governos estaduais adversárias das apoiadas pelo PT aparecem competitivas ou com chances reais de vencer na Bahia, Ceará, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Sergipe, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Em "Vítimas do chavismo", João Pedro Farah conta como a ineficiência da ditadura amplia as mortes provocadas por terremotos na Venezuela. Não há como prever quando um terremoto irá ocorrer, mas é possível preparar-se para esses episódios, evitando números elevados de mortos.
Nesta edição, escrevem Roberto Reis (Lula agradece a covardia), Izabela Patriota (O que querem os natalistas?), Wilson Pedroso (Flávio tem a senha; Michelle tem conexão), Josias Teófilo (A singularidade do cinema religioso), Leonardo Barreto (Rebelião no bolsonarismo), Roberto Ellery (A aposta contra a CazéTV e o custo da resistência à inovação), Dennys Xavier (Por que a história não aceita reparações?), Maristela Basso (O momento de parar), Márcio Coimbra (A revolução silenciosa do Paraguai) e Rodolfo Borges (A sombra da linha de impedimento).
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