
O que isso significa? A frase “vai começar o fuá” significa, popularmente, que uma confusão, tumulto, briga ou grande bagunça está prestes a acontecer. A expressão é muito usada no Nordeste do Brasil. A palavra “fuá”, como substantivo, refere-se a fuxico, intriga, desordem ou barulho. Tá percebendo como o povão observa o contexto político? Dizer que “vai começar o fuá” serve de aviso ou comentário bem-humorado de que alguém vai armar um escândalo ou que uma discussão geral está prestes a estourar.
Engana-se quem pensa que, em política, tudo está sob controle. De uma hora para outra, tudo pode mudar. Postou algo, mesmo que apague depois; o estrago está feito e começa a se espalhar como pólvora, não apenas no país de origem, mas no mundo inteiro. Começando o fuá político?
E o noticiário, a partir de agora, vai mudar de foco? Pelo menos não poderão mais fazer política a céu aberto? Olha só as novas manchetes: “Com dívida de R$ 17,3 bi, Grupo Casas Bahia pede recuperação judicial”. Empresa cita patamares altos de taxas de juros, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo. Grupo teve prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026. A matéria publicada na Folha de S.Paulo é de Maeli Prado e Maria Clara Matos.
E diz mais: o pedido engloba dez empresas da holding, entre elas a dona das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, o e-commerce Extra.com e a fabricante de móveis Bartira, além de subsidiárias de logística e tecnologia. Das dívidas, R$ 16,4 bilhões são com credores quirografários (ou seja, sem garantia), R$ 754 milhões com credores trabalhistas e R$ 154 milhões com microempresas e empresas de pequeno porte.
O grupo informa, no pedido, a demissão de cerca de 3.000 funcionários, de um total de 30.117 colaboradores, e o fechamento de quase 300 lojas — segundo o documento, a Casas Bahia possui mais de 700 lojas físicas, e o Ponto Frio, mais de 65. A petição vem cerca de dois anos após a varejista homologar uma recuperação extrajudicial que reestruturou R$ 4,8 bilhões em dívidas financeiras, em abril de 2024, da qual saiu três meses depois.
E o “começando o fuá”? Afinal, não é assim que o povo descreve a política brasileira? Olha o Estadão na área e jogando pesado, fazendo a sua parte na construção de uma nação transparente e que deve preservar as liberdades. “Gastômetro de Lula mostra que presidente já gastou R$ 278,3 bilhões para tentar reeleição.” Ferramenta inédita do Estadão acompanha e atualiza os desembolsos do governo federal em ano eleitoral. A matéria está assinada por Daniel Weterman, Lucas Thaynan e Bruno Ponceano.
“Papagaiada desgraçada.” Assim o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu a lei eleitoral, ao falar das restrições da legislação em período de campanha durante um discurso no Rio Grande do Norte, em julho. A lei eleitoral proíbe o governante de conceder uma série de benesses às vésperas da disputa, como fazer doações, pagar emendas parlamentares e participar da inauguração de obras.
Mesmo assim, em ano eleitoral, sempre se vê presidentes abrindo os cofres públicos para ampliar programas e gastos destinados à população. Neste terceiro mandato, os gastos de Lula para se reeleger já somam R$ 278,3 bilhões, conforme o Gastômetro, ferramenta inédita no Estadão que monitora os desembolsos do governo federal em ano eleitoral. Mas, atenção: quanto mais se gasta, mais se desgasta?
“Quem teme ser vencido tem a certeza da derrota.” — Frase atribuída a Napoleão Bonaparte.
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