
Manchetes diferenciadas? Notícias que reverberam no canto das páginas de jornais ou portais? Ultimamente, isso tem acontecido muito em nível nacional. A imprensa nacional já não é mais a mesma? Mudou drasticamente nos últimos trinta anos? O adulamento, as exaltações estão sempre nas primeiras páginas?
Vamos lá, então. Por aqui, as notícias são as que transformam a sociedade. Eis o que diz Merval Pereira, em sua coluna de O Globo: “Caminhos tortuosos”.
É inacreditável que um ministro do STF possa servir de mediador de um encontro político. O presidente da República visitou o Amapá para ver de perto o local onde a Petrobras descobriu indícios de petróleo na Foz do Rio Amazonas. A seu lado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que, até há poucos dias, estava rompido com Lula, mas se acertou com ele após um encontro de reconciliação promovido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Mas, advertem seus assessores, fez a viagem não na qualidade de candidato à reeleição, mas com o chapéu — literalmente — de presidente.
Mas o que um ministro do STF tem a ver com a relação entre o presidente da República e o presidente do Senado, perguntará o arguto leitor ou leitora.
Pois é, nada. Há muito tempo se discute a participação do presidente do Supremo nos acordos políticos entre os três Poderes. Sempre que estivemos em situações críticas, já aconteceram vários dos chamados “pactos federativos”, e sempre se colocou em dúvida se o presidente do Supremo deveria fazer esse tipo de acordo. É presidente de um dos Poderes da República, é certo, mas também julga os crimes daqueles que têm o chamado “foro privilegiado”.
Pactos têm natureza política, e os juízes não deveriam fazer acordos políticos. Mas agora é diferente. Não é o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, quem está costurando um suposto acordo, mas um ministro, em caráter, digamos assim, “monocrático”.
É inacreditável que um ministro do STF possa servir de mediador de um encontro político. É assustador, muito perigoso. Não é possível que o juiz seja julgador de inquéritos criminais envolvendo políticos e, ao mesmo tempo, seja intermediário de um acordo político.
Agora mesmo, Alcolumbre pode ser investigado no Supremo sobre a aplicação de verba do governo de seu estado no Banco Master. Com que autoridade Moraes está intermediando esses acordos? Por que está intermediando?
Procurando o que geralmente não encontra? Outra manchete importante e que influencia a vida de todos, pois enfatiza a crença de que o povo é realmente o poder. A notícia é de Davi Soares e foi publicada no Diário do Poder.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, exaltou o protagonismo do povo ao lançar a campanha “Coisa de Pele” para as Eleições 2026, que usa versos do samba clássico de Jorge Aragão como estratégia para conclamar a população brasileira a concretizar a democracia com seu papel de protagonismo.
“A ideia central é mostrar para toda a sociedade que a democracia não é apenas um conceito abstrato. Quando uma pessoa participa, quando se informa, quando respeita as diferenças e, sobretudo, quando exerce livremente o direito de escolher seus representantes, temos a democracia em movimento, viva e concreta”, justificou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.
Entre críticas e afagos? Afinal, o que é mesmo a imprensa livre? Retratar fatos e acontecimentos não apenas segundo a ótica governamental. O povo, de fato, tem um imenso poder. Pode realmente fazer com que muitos que acreditam que todos estão à venda sejam completamente decepcionados.
O Brasil disposto a não se vender e não se render? Certo mesmo é que, em política, não existem certezas. Tudo pode ACONTECER!
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