
Nas emissoras nacionais e locais de TV aberta, adoram mostrar apenas e tão somente pessoas que não possuem nenhum poder de reação? Certo mesmo é que o jornal O Estado de S. Paulo, o Estadão, cada vez mais digital do que impresso, resolveu criar coragem e voltar às suas raízes? É um dos poucos que parece estar saindo do "sufoco financeiro" e começando a perceber o imperceptível? Os United States of America são uma potência, não apenas financeira, mas principalmente bélica e nos setores de inteligência.
Veja o que o Estadão resolveu apresentar ao Mundo. Andreazza: "Esposa de Moraes mandando minuta de contrato diretamente a Vorcaro. Vai passar batido?" Perguntam o Estadão e Carlos Andreazza. Mas falam apenas disso? Falam da "briga pelo espólio de Bolsonaro" e perguntam: se a questão está assim com Bolsonaro ainda vivo, imagine quando Jair Messias Bolsonaro morrer? Jornalismo com os dois lados da nobre vertente?
Peraí, a briga agora não é de Bolsonaro, mas dos States com Lula e Moraes? Aí já não é Andreazza quem toca nesse assunto? Análises de quem quer o melhor para o Brasil. Insistimos na tecla: se Flávio Bolsonaro, Caiado ou até mesmo Zema não tiverem apoio externo e até mesmo interno (através de toda a sua força e de suas agências de informação), as oposições não vão a lugar nenhum. Nos outros países da América Latina não foi assim? Mas o que têm a oferecer? Não tenham dúvidas disso. Podem oferecer uma parceria saudável e o distanciamento da China e de todos os países comunistas ou ditos socialistas.
E podem oferecer muito mais que isso. Mas quer saber mesmo o que anda dizendo o programa de Carlos Andreazza? Na Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder de seu governo no Senado, como um "companheiro de longa data" e disse que "nem todo irmão é amigo, mas todo amigo é um irmão". A fala foi feita uma semana após Wagner deixar o cargo de líder do governo Lula. O senador foi alvo da Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Os investigadores apontam que ele teria recebido um apartamento de R$ 2,5 milhões e propina de R$ 3,5 milhões para beneficiar o Master no Parlamento. Ele nega.
Vai passar batido? O quê? E para quem? O Congresso precisa reconquistar a sociedade. Pesquisa revela que poucos cidadãos sabem citar o nome de um parlamentar, mostrando o profundo divórcio entre representantes e representados. É dever dos políticos reconstruir essa conexão. Eis um dos editoriais do Estadão. Uma pesquisa Datafolha, divulgada há poucos dias, revelou um cenário alarmante para a democracia brasileira: 68% dos eleitores não conseguem citar o nome de um único deputado federal em exercício, e 75% não se lembram de nenhum senador.
Quase 70% dos entrevistados também não se recordam em quem votaram para cargos do Poder Legislativo federal nas eleições de 2022. Esses números estarrecedores sugerem que a sociedade brasileira não parece interessada em exercer o controle de sua própria representação política. A questão é saber por que razão isso acontece. Não há uma resposta única para um problema tão complexo. É fato que a política institucionalizada nos Poderes republicanos, que nunca foi lá muito popular, desperta cada vez menos interesse dos cidadãos comuns, sobretudo porque os partidos e os políticos parecem habitar um planeta distante, descolado da realidade brasileira.
Os tratos e acordos feitos nos corredores do Congresso ou nos gabinetes de ministros e governantes, não raro à sorrelfa, parecem visar apenas ao atendimento de interesses privados de quem detém o poder por meio de mandato eletivo.
Mas onde fica o contexto para quem ainda lê a velha mídia? Entre os veículos tradicionais, o Estadão é um dos poucos que vem se reinventando. Faz esforços no sentido de perceber para onde os ventos estão soprando. E tem juízo. Sabe do poder dos States. Sabe que é um poder que não brinca em serviço e não entra em campo para perder!
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