Quando tudo não é atribuído? A quem? A Deus? São muito estranhos certos posicionamentos. No mundo, passou a vigorar uma certa ojeriza ao que é falado ou escrito sobre Jesus Cristo, Deus. Quando tudo não é atribuído a Deus, tudo fica sem sentido? Ou simplesmente causa a impressão de que os homens é que estão no comando de tudo e de todos? O fio condutor da vida muitas vezes fica espesso e disperso. E há sempre um fio desencapado que pode fugir ao controle da razão. As emoções regem as posturas. O turbilhão é envolvente, e existem coisas que antigamente tinham horários previstos. Nos dias de hoje, tudo é comum e relativo. Muitas vezes, em plena segunda-feira, já se escuta o movimentar da “carne em busca de algo ou alguém”. A sede é tamanha por algo que possa saciar, ainda que por alguns momentos, que até mesmo algumas igrejas já funcionam 24 horas.
Quando tudo não é atribuído a Deus, o caos se estabelece. E não vale apenas atribuir sofrimentos. A multiplicidade da personalidade humana é muito dispersa, e, por mais que alguém possua uma biblioteca com mais de 1.000.000 (um milhão) de livros e esteja por volta dos 90 ou 100 anos, ao ser indagado, a primeira coisa que ouvirá é: quão complexos são os seres humanos.
Você conhece Ludwig Wittgenstein? Já ouviu falar ou já leu alguma obra sobre ele? Ludwig Wittgenstein (1889-1951) foi um dos filósofos mais influentes do século XX, conhecido por transformar a filosofia da linguagem e a maneira como entendemos o pensamento. Nascido na Áustria, seu trabalho foca na relação entre palavras, lógica e realidade. Basta apenas uma pesquisa rápida para descobrir o que encontrará.
O Primeiro Wittgenstein, marcado pelo livro Tractatus Logico-Philosophicus (1921), único publicado em vida, defendia que a linguagem é um espelho ou figuração exata do mundo, e que os limites da nossa linguagem determinam os limites do nosso próprio pensamento.
O Segundo Wittgenstein, apresentado na obra póstuma Investigações Filosóficas (1953), abandonou suas ideias anteriores e passou a ver a linguagem como uma prática social dinâmica, na qual o significado das palavras não é fixo, mas sim determinado pelo seu uso em diferentes contextos, que ele chamou de "jogos de linguagem".
Ludwig Wittgenstein nasceu em Viena, na Áustria, em 26 de abril de 1889, filho de uma família rica. Em 1906, ingressou na Technische Hochschule de Berlim. Em 1908, entrou na Universidade de Manchester com o objetivo de estudar engenharia aeronáutica. Logo desistiu do curso e, por influência de Gottlob Frege, matemático e filósofo alemão e um dos criadores da lógica moderna, inscreveu-se no curso do filósofo britânico Bertrand Russell, no Trinity College, em Cambridge. Em 1913, mudou-se para a Noruega, onde se dedicou ao estudo da lógica.
Quando tudo não é atribuído, muitas pessoas passam a simplesmente odiar o conteúdo. Muita gente, nos dias atuais, somente acredita em Deus quando recebe um bom dinheiro. Entender e compreender os desígnios de Jesus Cristo, Deus; é algo muito sério. Se muitos continuarem guiando-se apenas e tão somente pela razão, em que resultará? No enlouquecimento.
A mente humana é algo muito complexo e indecifrável. O que existem são apenas estudos inconclusivos sobre como ela funciona. Certo mesmo é apegar-se a tudo aquilo que não perturbe e não ocasione inseguranças e medos. Eis o segredo da vida. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, já disse um nobre escritor europeu!