
Construtoras chinesas começaram a utilizar enormes domos infláveis para cobrir canteiros de obras em grandes cidades. As estruturas funcionam como uma espécie de bolha gigante sobre os prédios em construção e têm chamado atenção pelo tamanho e pela tecnologia envolvida. A ideia é reduzir os impactos causados pelas obras em bairros movimentados, principalmente poeira, ruído e sujeira espalhada pelas ruas.
Os domos são sustentados por pressão de ar gerada por ventiladores industriais. Isso permite que toda a área da obra fique isolada sem a necessidade de colunas internas. Dentro da estrutura, máquinas e trabalhadores continuam atuando normalmente, enquanto sensores monitoram a qualidade do ar, a temperatura e até a dispersão de partículas. Em algumas cidades chinesas, autoridades afirmam que o sistema consegue reduzir quase toda a poeira e cortar grande parte do barulho.

Além do desconforto visual, especialistas alertam que a poeira produzida por obras pode trazer sérios riscos à saúde. Estudos internacionais mostram que partículas liberadas por concreto, areia e argamassa podem atingir níveis centenas de vezes acima do recomendado. Quando inaladas com frequência, essas partículas podem causar alergias, crises respiratórias, asma e até doenças pulmonares graves.
Outro ponto que impulsiona o uso dessas estruturas é a praticidade. Apesar do tamanho impressionante, os domos podem ser desmontados rapidamente e transportados para outros locais. A tecnologia vem sendo vista como uma possível solução para um problema histórico da engenharia urbana, especialmente em cidades cada vez mais densas, onde obras convivem lado a lado com moradores, escolas e comércio.
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