
A União Europeia anunciou que o Brasil ficou fora da nova lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal ao bloco a partir de setembro de 2026. A decisão foi tomada porque os europeus afirmam que o país ainda não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária. Caso a situação não seja resolvida até a data limite, produtos como carne bovina, frango, ovos, mel e peixes podem ser barrados no mercado europeu.
O impacto econômico preocupa o agronegócio brasileiro. Em 2025, a União Europeia comprou cerca de US$ 1,8 bilhão em carnes e outros produtos brasileiros. Só a carne bovina movimentou mais de US$ 1 bilhão, enquanto a carne de frango somou US$ 762 milhões. O bloco europeu é hoje o segundo maior mercado das proteínas brasileiras, atrás apenas da China.
As novas regras fazem parte da política sanitária da União Europeia contra o uso de antimicrobianos considerados perigosos para a saúde humana. O bloco proíbe medicamentos usados para acelerar o crescimento dos animais ou aumentar produtividade. O governo brasileiro já começou a restringir parte dessas substâncias, mas ainda precisa atender todas as exigências europeias para continuar exportando normalmente.
O governo federal disse ter recebido a decisão com surpresa e informou que vai tentar reverter a medida. Representantes do Ministério da Agricultura e entidades do setor já articulam negociações com autoridades europeias. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes afirmou que não existe proibição imediata e que o Brasil segue habilitado a exportar até setembro, enquanto busca comprovar que atende às normas sanitárias exigidas pela União Europeia.
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