
Um simples souvenir comprado pelo atacante Erling Haaland transformou uma tradicional loja de artigos de cowboy no Texas em um fenômeno mundial. O jogador apareceu nas redes sociais carregando um guaxinim empalhado com uma garrafa de whisky acoplada à peça, despertando curiosidade, humor e milhares de pedidos de compra.
O objeto, vendido por US$ 750, cerca de R$ 3,8 mil, esgotou rapidamente na Wild Bill's Western Store, em Dallas. A repercussão foi tão grande que a loja passou a receber encomendas internacionais pela primeira vez, impulsionando as vendas de chapéus, botas e outros artigos típicos do oeste americano.
Mas a popularidade do produto levantou uma dúvida importante: é legal vender um animal empalhado?
A resposta é sim, desde que sejam obedecidas as leis ambientais e de conservação da fauna.
Nos Estados Unidos, a taxidermia, técnica de preservação de animais para fins decorativos, científicos ou educativos, é uma atividade regulamentada. O animal precisa ter origem legal, não pode pertencer a espécies protegidas cuja comercialização seja proibida e o trabalho deve ser realizado por profissionais licenciados quando exigido pela legislação estadual.
No caso do guaxinim, trata-se de uma espécie abundante na América do Norte e que, em muitos estados, pode ser obtida legalmente por meio de caça autorizada, controle populacional ou recolhimento conforme as normas locais. Depois disso, o animal pode passar pelo processo de taxidermia e ser comercializado legalmente.
Isso é muito diferente do comércio de animais silvestres ameaçados de extinção, cuja venda é proibida por leis nacionais e tratados internacionais, como a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (CITES). Espécies protegidas exigem autorizações específicas ou simplesmente não podem ser comercializadas.
A proprietária da loja explicou que o estoque é pequeno porque o taxidermista responsável se aposentou, o que tornou as peças ainda mais raras. Segundo ela, Haaland também demonstrou interesse por esquilos empalhados e outros artigos da loja.
A publicação do atacante nas redes sociais fez o produto desaparecer das prateleiras em poucos dias. Um novo exemplar foi vendido pela internet antes mesmo de chegar ao estabelecimento, enquanto milhares de consumidores passaram a procurar o mesmo souvenir para reproduzir as fotos feitas pelo jogador.
O episódio mostra como a influência de grandes atletas pode transformar um objeto comum em um sucesso comercial mundial. Ao mesmo tempo, serve para esclarecer que a venda de animais empalhados, quando respeita toda a legislação ambiental aplicável, é uma atividade legal em diversos países, embora desperte debates éticos sobre o uso de animais para fins decorativos.
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