
As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida já estão valendo e ampliam o acesso ao financiamento imobiliário no país. O governo aumentou os limites de renda e os valores máximos dos imóveis em todas as faixas, o que na prática permite comprar unidades maiores, melhor localizadas e com taxas de juros mais baixas do que as praticadas no mercado.
Os novos limites de renda ficaram assim:
faixa 1 vai até R$ 3.200,
faixa 2 até R$ 5.000,
faixa 3 até R$ 9.600
faixa 4 até R$ 13.000.
Com isso, famílias que antes ficavam de fora ou caíam em faixas com juros mais altos passam a ter acesso a condições melhores. Um exemplo é quem ganhava entre R$ 4.700 e R$ 5.000, que agora entra na faixa 2 e pode pagar cerca de 7% ao ano em vez de mais de 8%. Já quem ganha até R$ 9.600 também se beneficia com redução nas taxas.
Os valores dos imóveis financiados também subiram. Nas faixas 1 e 2, os limites vão de R$ 210 mil a R$ 275 mil, dependendo da região. Na faixa 3, o teto passou para R$ 400 mil. Já na faixa 4, o valor máximo chegou a R$ 600 mil. Isso amplia as opções disponíveis e permite acesso a imóveis de padrão mais alto dentro do programa.
Na avaliação de especialistas, o principal impacto é sobre a classe média, que vinha enfrentando juros elevados fora do programa. Segundo o governo, cerca de 87,5 mil famílias devem ser beneficiadas. Mesmo ainda longe de resolver o problema habitacional, as mudanças aumentam o poder de compra e recolocam o programa como alternativa viável para quem busca sair do aluguel.
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