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Brasil HORÁRIO DE VERÃO

Governo estuda retorno do horário de verão para 2025

ONS sugere volta da medida para reduzir custos com energia, mas governo ainda analisa a necessidade da implementação

20/09/2024 às 07h47 Atualizada em 20/09/2024 às 07h59
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem: Reprodução
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O horário de verão, extinto no Brasil em 2019, pode retornar em 2025. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) enviou ao Ministério de Minas e Energia (MME) um documento recomendando a volta da medida, que adiantaria os relógios em uma hora. A sugestão, aprovada por todo o sistema de monitoramento de energia do país, visa otimizar o consumo elétrico a partir do próximo ano.

De acordo com cálculos do ONS, o retorno do horário de verão poderia gerar uma economia de cerca de R$ 400 milhões. Esse valor inclui a redução no uso de usinas termelétricas, maior aproveitamento da energia solar em residências e comércios, e menores custos com iluminação pública e industrial. O impacto positivo seria sentido em diversos setores da economia.

Apesar da recomendação, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o governo não tem pressa para decidir sobre o tema. Em coletiva realizada na sede da ONS, no Rio de Janeiro, ele destacou que qualquer mudança exigiria um período de planejamento para que todos os setores possam se adaptar. Silveira também lembrou que a extinção da medida ocorreu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ministro mencionou que especialistas apontam benefícios com o retorno do horário de verão, especialmente em termos de economia e confiabilidade energética. No entanto, ele não está convencido da necessidade da medida no momento e descartou o risco de uma crise energética, mesmo com a seca que afeta várias regiões do país. “Quero buscar outros instrumentos antes de decretar”, afirmou.

O tema ainda será levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para análise. Enquanto isso, Silveira reforçou que a recomendação do ONS serve como um alerta para que os agentes econômicos se preparem para um possível retorno da medida, embora tenha reiterado que não há risco iminente de crise energética.

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