
O Brasil está em chamas, literalmente. Enquanto incêndios consomem vastas áreas da Amazônia, Pantanal, e agora a Chapada dos Veadeiros, o governo parece paralisado, assistindo ao avanço das chamas como mero espectador. Na ausência de uma política de ação eficaz para combater a destruição da fauna e da flora, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, se mantém em silêncio ou, quando se pronuncia, aponta o dedo para todos os lados, sem assumir a responsabilidade pela crise.
A Chapada dos Veadeiros, em Goiás, é o mais novo cenário de uma tragédia anunciada. O incêndio que começou na última quinta-feira já consumiu cerca de 10 mil hectares, devastando uma das mais importantes áreas de preservação do cerrado brasileiro. No entanto, essa não é uma história isolada. No Norte, Centro-Oeste e Sudeste, o fogo tem devastado milhares de hectares de matas, plantações e florestas. As autoridades, sobrecarregadas e mal equipadas, lutam desesperadamente para conter as chamas. Dois aviões foram enviados para lançar água, mas isso soa como uma tentativa de apagar um incêndio de proporções continentais com um balde. É só um 'faz de conta'.
Acredite, mas, apenas pouco mais de 50 pessoas estão empenhadas dia e noite na tentativa de conter as chamas. O incêndio na Chapada dos Veadeiros já devastou aproximadamente 10 mil hectares do Parque Nacional, localizado em Alto Paraíso, no Entorno do DF. Neste domingo (8), o fogo completa quatro dias de destruição contínua.
A falta de uma resposta coordenada e efetiva por parte do governo federal agrava ainda mais a situação. Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros e brigadistas voluntários trabalham incansavelmente, combatendo inclusive o perigoso "fogo subterrâneo", que se propaga abaixo do solo. O que deveria ser uma prioridade nacional parece se transformar em um jogo de culpas. O Gabinete de Crise, montado pelo governador de Goiás, é uma iniciativa válida, mas sem o apoio e a coordenação de nível federal, suas ações soam como medidas paliativas.
A pergunta que ecoa é: quando o governo vai agir de verdade? As causas desses incêndios são múltiplas – desde fatores climáticos como a baixa umidade até a ação criminosa de incendiários, como no caso dos três homens presos em flagrante em Goiás. Porém, as respostas não podem ser simplistas. O país precisa urgentemente de políticas públicas robustas, que não só combatam os incêndios, mas também previnam futuras catástrofes ambientais. Até lá, continuamos a contar hectares perdidos e a assistir, impotentes, à destruição de nossas riquezas naturais.
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