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Brasil DESPESAS

Itamaraty pede R$ 200 milhões para cobrir custos de Lula em NY e evitar despejo de embaixadas

A embaixadora alertou que a não concessão da verba pode levar à inadimplência, resultando em multas, juros e possíveis ações de despejo

05/09/2024 às 07h00 Atualizada em 05/09/2024 às 22h44
Por: Wagner Albuquerque Fonte: Folha de S.Paulo
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Foto: Reprodução
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O Itamaraty solicitou ao Ministério do Planejamento uma verba adicional de R$ 200 milhões para evitar o despejo de embaixadas e consulados brasileiros no exterior. Além de cobrir despesas relacionadas ao funcionamento das representações diplomáticas, o montante também será destinado a custear a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia-Geral da ONU em Nova York, prevista para setembro. As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo.

A secretária-geral do Itamaraty, embaixadora Maria Laura da Rocha, destacou o risco iminente de inadimplência com pagamentos de aluguéis e reembolsos de auxílio-moradia a servidores. Ela também enfatizou a importância dos recursos solicitados para assegurar o funcionamento contínuo do Ministério das Relações Exteriores.

No pedido enviado ao Ministério do Planejamento, o Itamaraty enumerou a falta de repasses financeiros e os compromissos financeiros pendentes, incluindo o reembolso de auxílio-moradia, aluguéis de embaixadas e consulados, e despesas básicas de manutenção. A embaixadora alertou que a não concessão da verba pode levar à inadimplência, resultando em multas, juros e possíveis ações de despejo.

Além da verba solicitada, o Itamaraty requereu R$ 8,5 milhões adicionais para cobrir os custos de hospedagem e aluguel de veículos para a comitiva presidencial em Nova York. O Ministério do Planejamento, por sua vez, informou que a Secretaria de Orçamento Federal só se pronuncia sobre créditos orçamentários formalizados e não revelou uma posição oficial sobre o pedido.

Recentemente, o Itamaraty anunciou cortes nos repasses financeiros para embaixadas e consulados, sem detalhar a extensão da redução. A justificativa para os cortes é um contingenciamento orçamentário de R$ 452 milhões, correspondente a uma redução de 20% em relação ao valor inicialmente previsto no Projeto de Lei Orçamentária. O órgão afirmou estar tentando otimizar os recursos disponíveis para cumprir todas as suas despesas essenciais.

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