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Luciano Huck critica decisão de Alexandre de Moraes por suspender o X: “Ruim para o Brasil”

"Precisamos de segurança jurídica. Estamos em um momento em que é fundamental sentar, dialogar e compreender as mudanças", disse o apresentador, ressaltando a importância do diálogo em tempos de transformações.

31/08/2024 às 17h40 Atualizada em 02/09/2024 às 11h14
Por: Wagner Albuquerque
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Apresentador da Globo, Luciano Huck - Foto: Reprodução
Apresentador da Globo, Luciano Huck - Foto: Reprodução

O apresentador Luciano Huck criticou nesta sexta-feira (30) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a rede social X (antigo Twitter) no Brasil. Durante sua participação no SemináRIO, promovido pelo Grupo Esfera no Rio de Janeiro, Huck expressou preocupação com a interferência do Judiciário nas atividades empresariais, afirmando que "é muito ruim para o Brasil quando o Judiciário se mistura de forma tão imperativa ao dia a dia das empresas".

Huck destacou que a medida gera insegurança jurídica, algo que, segundo ele, é desnecessário no atual contexto do país. "Precisamos de segurança jurídica. Estamos em um momento em que é fundamental sentar, dialogar e compreender as mudanças", disse o apresentador, ressaltando a importância do diálogo em tempos de transformações.

A decisão de Moraes determinou a suspensão do X em todo o território nacional até que a plataforma cumpra todas as determinações do STF, pague as multas acumuladas, que somam R$ 18,3 milhões, e indique um representante oficial no Brasil. Para garantir o cumprimento da ordem, o ministro intimou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e as empresas que fornecem serviços de internet no país.

A Anatel já confirmou ter recebido a notificação, e a suspensão permanecerá em vigor até que a rede social atenda às exigências da Corte. A decisão ocorreu após o STF intimar Elon Musk, proprietário do X, a nomear um novo representante legal da empresa no Brasil. A intimação foi feita publicamente por meio de uma postagem no perfil oficial do STF na própria plataforma.

O prazo dado para o cumprimento da ordem foi de 24 horas, mas a empresa não atendeu ao pedido dentro do período estipulado, levando à decisão de suspensão da rede social em território brasileiro.

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