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ONGs brasileiras recebem mais de R$ 150 milhões de George Soros em 2023

Este valor é significativamente superior ao registrado em 2022, quando foram enviados US$ 20,7 milhões (R$ 106,5 milhões), representando um aumento de mais de 50% em dólares.

31/08/2024 às 17h25 Atualizada em 01/09/2024 às 16h15
Por: Wagner Albuquerque
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George Soros - Foto: Reprodução.
George Soros - Foto: Reprodução.

A Open Society Foundations, de propriedade do bilionário George Soros, destinou, em 2023, uma quantia recorde para ONGs que atuam no Brasil. Segundo dados recentes divulgados pela organização e compilados pela Gazeta do Povo, a Open Society enviou ao menos US$ 31,3 milhões (equivalente a R$ 155,5 milhões no câmbio médio do período) para projetos no país no ano passado. Este valor é significativamente superior ao registrado em 2022, quando foram enviados US$ 20,7 milhões (R$ 106,5 milhões), representando um aumento de mais de 50% em dólares.

A fundação de Soros é conhecida por apoiar causas progressistas, como a legalização das drogas, a descriminalização do aborto e o esvaziamento das prisões. O volume de recursos destinado ao Brasil em 2023 reflete a importância dessas pautas na estratégia da organização, que busca influenciar a opinião pública e a formulação de políticas públicas no país. Contudo, o valor total pode ser ainda maior, considerando que alguns projetos listados como "globais" não especificam o destino exato dos recursos.

Entre as ONGs beneficiadas, a maior quantia foi destinada ao Instituto Incube, que recebeu um total de US$ 3,1 milhões (R$ 15,5 milhões) em quatro repasses. O maior deles, de US$ 1,9 milhão (R$ 9,6 milhões), foi justificado de forma sucinta pela Open Society: "Apoiar um fundo de resposta rápida, no Brasil, para promover os valores da sociedade aberta”. No entanto, informações sobre o Instituto Incube são escassas, já que a ONG não possui site ou perfil visível nas redes sociais, o que levanta questionamentos sobre a transparência e a visibilidade de suas atividades.

Além do Incube, outra entidade destacada foi o Instituto Clima e Sociedade (iCS), que obteve US$ 1,7 milhão (R$ 8,5 milhões) da Open Society. A justificativa para o repasse foi ainda mais breve: "Prover apoio geral", uma prática comum em organizações sem fins lucrativos para cobrir despesas operacionais. O iCS afirmou que os recursos foram utilizados em sua missão de avançar setores econômicos estruturantes e fortalecer organizações da sociedade civil. Desde 2017, a fundação de Soros já destinou aproximadamente R$ 23,8 milhões ao iCS.

A Open Society também destinou recursos a entidades internacionais para projetos no Brasil, como a ONU Mulheres, que recebeu US$ 1,2 milhão (R$ 6 milhões) em 2023. A justificativa foi "apoiar a nota estratégica do Escritório da ONU Mulheres no Brasil". Além disso, a fundação voltou a financiar o Sleeping Giants Brasil, um grupo conhecido por tentar intimidar veículos de imprensa não alinhados com pautas de esquerda, com US$ 700 mil (R$ 3,5 milhões) no ano passado.

Desde 2016, os valores enviados ao Brasil pela Open Society somam aproximadamente R$ 605 milhões, segundo levantamento do Instituto Monte Castelo. Esses recursos têm o poder de influenciar o debate público, especialmente em temas como segurança pública, onde ONGs financiadas pela fundação de Soros promovem o desarmamento e combatem o encarceramento em massa. Por outro lado, organizações com perfil menos progressista enfrentam uma desproporção de forças, mas o presidente do NISP, Luciano Andreotti, defende que o reequilíbrio do debate cabe ao outro lado, que precisa se organizar melhor para contrapor essas influências.

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