
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), entrou oficialmente no tabuleiro presidencial ao ser lançado como pré-candidato ao Planalto em 2026. E não perdeu tempo: em seu discurso, tocou na ferida que o PT e o próprio presidente Lula da Silva tentam esconder — a incoerência ideológica.
Zema foi direto: “O PT prega democracia, mas se alia a ditaduras”.
Uma contradição que há anos acompanha a trajetória de Lula e de seu partido. Internamente, defendem bandeiras democráticas, mas, na prática, sustentam pautas de controle da mídia, censura e regulamentação das redes sociais, ao mesmo tempo em que se aproximam de regimes autocráticos como os da Venezuela, de Cuba, do Irã e, agora, reforçam a aposta no Brics, bloco cada vez mais dominado por ditaduras e potências que desprezam liberdades civis.
O mineiro questiona se o Brasil deve permanecer nesse grupo. “O Brics não é um bloco econômico, não traz benefícios claros. O Brasil precisa se aproximar de países democráticos ocidentais, que têm raízes culturais comuns conosco”, disse, defendendo a saída do país.
A crítica de Zema vai além da geopolítica. É também um ataque frontal ao pilar ideológico do petismo, que vive a dubiedade de exaltar a democracia em discursos internos e, ao mesmo tempo, abraçar ditadores internacionais. Como bem lembrou o presidenciável, nenhum dos países fundadores do Brics sequer pertence à América, e a inclusão recente de nações como Irã mostra o desvio do propósito inicial, transformando o bloco num palco de regimes autoritários.
O discurso encontrou eco no evento em São Paulo, que reuniu lideranças do Partido Novo e aliados de perfil liberal e conservador. Para Zema, o Brasil precisa de “profissionalismo” no governo, comparável ao nível de gestão encontrado em empresas que entregam soluções e progresso, sem as amarras ideológicas que, em sua visão, travam o país.
“Se deu pra deixar o Estado mais leve em Minas, dá para fazer no Brasil. Existe um Brasil produtivo, moderno, competitivo e à espera de um governo sério. É com esse Brasil bravo que nós vamos chegar à Brasília para varrer o PT do mapa”, declarou, arrancando aplausos da plateia.
Ao expor a contradição que Lula e o PT tentam silenciar, Zema coloca em evidência uma das perguntas centrais da eleição de 2026: afinal, o partido que governa o Brasil está do lado da democracia ou das ditaduras?
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