
O desespero de Lula da Silva (PT) é cada vez mais visível. O presidente, acuado pelo fracasso do próprio governo, perdeu o equilíbrio emocional e não perde oportunidade de expor o inferno astral em que se encontra: inflação em alta, juros sufocando a economia e a fome batendo mais forte à porta dos lares brasileiros. Mas nada tem tirado mais o sono de Lula do que a crise que ele mesmo criou com os Estados Unidos – e, sobretudo, com Donald Trump.
Ao apostar todas as fichas na vitória de Kamala Harris, Lula escancarou seu antiprofissionalismo diplomático. Declarou apoio irrestrito à democrata e, de quebra, chamou Trump de “nazista”. Resultado? Trump venceu. E desde então, a relação entre o Brasil e seu segundo maior parceiro comercial entrou em rota de colisão.
O contra-ataque não demorou: Trump impôs uma taxação de 50% sobre produtos brasileiros, jogando nas costas de agricultores e exportadores o preço da irresponsabilidade de Lula. O problema é que, em vez de reconhecer o erro, o presidente insiste na narrativa de que o vilão não é ele, mas... Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Sim, Lula tenta transformar o filho do ex-presidente em bode expiatório da crise comercial com os EUA.
Numa reunião fora da agenda com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos/PB), Lula praticamente intimou o parlamentar a abrir um processo de cassação de Eduardo Bolsonro e outros bolsonaristas. O raciocínio do petista é simples: se Trump pune o Brasil, a culpa é do “influente” deputado exilado nos EUA. É a lógica do absurdo — transformar prestígio político em crime.
O problema é que Hugo Motta parece ter comprado a ideia. O Planalto cobra “provas de lealdade” e a fatura é clara: cassar Eduardo. O deputado, entretanto, não é o culpado pela crise diplomática, e Motta corre o risco de cair na mesma armadilha em que Alexandre de Moraes já se encontra: tornar-se alvo da Lei Magnitsky Global, que pune autoridades que violam direitos e perseguem opositores.
Enquanto isso, Lula conduz o Brasil para um cenário perigosamente parecido com o que viveu a Venezuela: Hugo Chávez deu início à derrocada econômica e social do país vizinho, e seu sucessor, Nicolás Maduro — amigo declarado de Lula — fez o resto, levando os venezuelanos à miséria e ao êxodo em massa. Hoje, o petista repete a cartilha chavista, com perseguição a opositores, isolamento internacional e a destruição de pontes históricas com os EUA.
Vale lembrar: foi Washington o primeiro país a reconhecer a independência do Brasil. Uma relação secular, que agora se vê trocada pelos “amores novos” de Lula — Rússia, China, Irã e as ditaduras de sempre.
A pergunta que fica é simples: o Brasil está preparado para pagar essa conta? Porque Lula já decidiu: o prejuízo não é dele, é do povo.
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