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Política TRAIDOR DO NE

Ciro Nogueira acusa Lula de “traição” ao Nordeste com veto a mais deputados

Ao barrar aumento de vagas na Câmara, presidente corta oito cadeiras do Nordeste — duas no Piauí — e enfrenta críticas duras de seu maior reduto eleitoral

11/08/2025 às 18h45
Por: Douglas Ferreira
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Ciro acusa Lula de traição ao NE, seu maior reduto eleitoral em 2022 - Foto: Reprodução
Ciro acusa Lula de traição ao NE, seu maior reduto eleitoral em 2022 - Foto: Reprodução

O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao aumento do número de deputados federais reacendeu tensões políticas e desgastou ainda mais sua imagem no Nordeste — região que historicamente o apoiou, mas onde sua popularidade dá sinais de desgaste.

Entre as vozes mais duras, está a do senador piauiense Ciro Nogueira (Progressistas), presidente nacional do partido e um dos líderes mais influentes do Centrão. Em entrevista nesta segunda-feira (11), ele não poupou críticas:

“Eu votei a favor dessa matéria, o presidente, mais uma vez, trai o Nordeste. Vamos perder oito vagas, duas aqui no Piauí, logo o estado que mais votou nele. Não é fácil derrubar esse veto, estou muito pessimista”, afirmou.

O projeto, aprovado pelo Congresso em julho, aumentava de 513 para 531 o número de cadeiras na Câmara dos Deputados, como forma de redistribuir as vagas conforme a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que baseou o cálculo no último Censo Demográfico. A ideia era evitar que estados perdessem representatividade, como ocorreria caso apenas houvesse remanejamento.

Sem a sanção de Lula, a bancada nordestina perderá oito assentos, e o Piauí ficará com dois a menos. Para Ciro, a medida é uma sinalização clara de desprestígio político ao reduto que garantiu vitória ao presidente em 2022.

A possibilidade de derrubar o veto, segundo o senador, é remota: “Não é fácil derrubar esse veto, estou muito pessimista”.

Nos bastidores, cresce a articulação de parlamentares nordestinos para tentar reverter a decisão. Mas, diante do atual alinhamento de forças no Congresso e do próprio Centrão dividido, a tendência é que Lula mantenha o veto e assuma o ônus político de contrariar sua base eleitoral mais fiel.

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