
A avaliação positiva do Supremo Tribunal Federal (STF) caiu de 31%, no final de 2022, para apenas 12% em dezembro de 2024, segundo pesquisa do PoderData. Já a reprovação do trabalho dos ministros subiu de 31%, em junho de 2023, para 43% no mesmo período. Os índices refletem uma piora na imagem da Corte perante a opinião pública.
Os dados indicam uma percepção semelhante à registrada no final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando 40% dos brasileiros reprovavam o STF. O levantamento foi realizado entre 14 e 16 de dezembro de 2024, com 2.500 entrevistas em 192 municípios, abrangendo as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
A queda na aprovação coincide com a chegada do presidente Lula ao poder e com os inquéritos instaurados pelo STF contra pessoas acusadas de atos antidemocráticos. Também marca a transição na Presidência da Corte, que passou de Rosa Weber, aposentada em setembro de 2023, para Luís Roberto Barroso, atual presidente.
Críticas ao STF têm aumentado, especialmente devido à percepção de interferência em questões que muitos consideram de competência do Congresso Nacional. Temas como aborto, descriminalização de drogas, regulação de big techs e liberdade de imprensa têm sido debatidos pela Suprema Corte, provocando reações de setores da sociedade.
A pesquisa revela que a atuação do STF segue polarizando opiniões no país, destacando um distanciamento crescente entre a instituição e parte significativa da população. A queda de popularidade ressalta os desafios enfrentados pelos ministros para reconquistar a confiança pública em um cenário de intensa polarização política.
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