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Viver sozinho no Brasil: uma realidade em expansão

IBGE aponta aumento de lares unipessoais, desigualdades no saneamento e mudanças no perfil habitacional nos últimos anos

20/12/2024 às 10h29 Atualizada em 21/12/2024 às 15h37
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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A última edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada nesta sexta-feira (20) pelo IBGE, revelou que 18% dos lares brasileiros são ocupados por apenas uma pessoa. Esse índice, que em 2012 era de 12,2%, cresceu 5,8 pontos percentuais em 11 anos. O estado com maior concentração de domicílios unipessoais é o Rio de Janeiro, com 20,8%.

A pesquisa apontou diferenças de gênero no perfil de quem mora sozinho. Os homens representam 54,9% dos moradores de lares unipessoais, e 56,4% deles têm entre 30 e 59 anos. Entre as mulheres, que somam 45,1% desse grupo, a maioria (55%) está acima dos 60 anos.

A PNAD também destacou que 99,8% dos domicílios possuem acesso à energia elétrica, sendo que 99,4% recebem eletricidade pela rede geral, com disponibilidade integral em 98,7% dos casos. Contudo, os desafios persistem no acesso ao saneamento básico. Apenas 69,9% dos domicílios têm esgotamento sanitário conectado à rede geral. Nas áreas rurais, esse índice cai para 9,6%.

Outros dados mostram mudanças no perfil habitacional brasileiro. Entre 2016 e 2023, a proporção de domicílios próprios quitados caiu de 66,7% para 62,3%, enquanto o percentual de imóveis alugados subiu de 18,5% para 22,4%. Além disso, 86,1% do lixo domiciliar é coletado diretamente por serviços de limpeza, um aumento em relação aos 82,7% registrados em 2016.

No que diz respeito à posse de veículos, 48,1% dos domicílios possuem automóveis, 24,6% têm motocicletas, e 12,6% contam com ambos. A pesquisa também reforça a tendência de envelhecimento da população: em 2023, 42,8% dos brasileiros tinham menos de 30 anos, enquanto 15,5% tinham mais de 60 anos.

Os números evidenciam não apenas mudanças no perfil demográfico e habitacional, mas também as desigualdades persistentes no acesso a serviços essenciais, como saneamento básico, especialmente em áreas rurais.

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