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Governo descarta retorno do horário de verão em 2024

Ministério de Minas e Energia avalia que prazo curto e baixo impacto inviabilizam a medida neste ano

16/10/2024 às 22h33 Atualizada em 16/10/2024 às 22h36
Por: Wagner Albuquerque
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Ministro de Minas e Energia diz que não há necessidade de horário de verão para este ano - Foto: Reprodução
Ministro de Minas e Energia diz que não há necessidade de horário de verão para este ano - Foto: Reprodução

O governo federal descartou a possibilidade de retomar o horário de verão em 2024. A decisão foi anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, na quarta-feira (16), após reunião com representantes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Durante a coletiva de imprensa, o ministro explicou que a medida não seria eficaz neste ano devido ao curto prazo para implementação e ao baixo custo-benefício.

Segundo Silveira, o horário de verão costuma ter maior impacto nos meses de outubro e novembro, mas um decreto neste momento só permitiria a adaptação dos setores a partir de meados de novembro, diminuindo os benefícios esperados. A necessidade de planejamento prévio inviabilizou a adoção da medida para este verão.

O ministro também destacou que o Brasil tem segurança energética garantida para o período. Embora o país ainda esteja em um processo gradual de recuperação das condições hídricas, Silveira afirmou que a retomada do horário de verão poderá ser avaliada para os próximos anos, dependendo das circunstâncias.

Silveira defendeu a importância de considerar a política do horário de verão de maneira técnica e não política. Ele ressaltou que a medida tem impactos tanto no setor elétrico quanto na economia, e deve ser discutida sempre com base em dados concretos sobre consumo energético e a capacidade hídrica do país.

O horário de verão foi implementado pela primeira vez no Brasil em 1931 e adotado de forma contínua a partir de 1985. No entanto, foi suspenso em 2019, durante o governo Bolsonaro, com base em estudos que indicaram mudanças nos hábitos de consumo da população, reduzindo a eficácia da medida para economizar energia elétrica.

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