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Curiosidade ALÉM DA POLÍTICA?

O que não se costuma dizer?

A vida e a complexidade dos seus poderes?

22/08/2026 às 10h39
Por: Josenildo Melo
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Foto: https://www.gettyimages.com.br/
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Dizer? Falar ou até mesmo escrever? Da vida como ela é e o que acontece para que a mantenha? A vida é o maior dom de Deus. A vida requer uma luta diária com a mente? São praticamente vinte e quatro horas de batalhas. A vida “na selva” não é para todos? Quem disse ou está dizendo que não é? A questão é que, em nome dela e por ela, existem coisas que não se costuma dizer, falar ou até mesmo escrever.

Exemplo: pessoas que evoluíram socialmente ou costumam estar em postos elevados. O que se costuma dizer? Vida fácil. Tudo flui. Tudo acontece. É uma vida no bom e do melhor? Não é assim como se fala à boca pequena. Quem costuma estar no topo da “cadeia alimentar” tem como luta manter-se onde chegou. O que faz líderes, até mesmo de bom coração, se desvirtuarem? Não é o conjunto de forças que gira em torno deles? As decisões que costumam tomar afetam muitas pessoas. Eis o motivo de que não é qualquer um que deve ocupar espaços de poder. Para o exercício do poder, é necessário juízo, e não apenas e tão somente força. A pior força é aquela que advém meramente das articulações humanas.

Como é que alguém que nunca leu bons livros e não conviveu com as boas maneiras poderia ser, de fato, honesto? Mas quem “nasceu com formação” faz o que faz?

A vida é um conjunto de fatores. O treinamento de um norte-americano para o exercício do poder é longo. Mas até mesmo eles somente pensam em acumular ainda mais poder? Não é isso que costuma acontecer com quem acompanha de perto os poderes? Pessoas poderosas são pessoas frágeis. O poder pelo poder não compensa. Mas todo mundo diz isso e o busca?

Até mesmo no mundo religioso isso fica visível em caráter de insegurança. O medo costuma apoderar-se dessas pessoas e, em nome do mesmo, tomam decisões muitas vezes insanas, mas que os manterão, mesmo que por mais alguns momentos, no poder.

Exemplo: o pão e o circo não são uma política correta para a evolução social, mas por que costumam fazê-lo? Baseiam-se apenas na “psicologia das multidões”; porque isso é que os faz imaginar que o povo não aprecia o que é bom, puro, correto e justo. Então, em nome do “avanço político”, submetem-se ao que determina o “círculo próximo” do poder. Eis a importância ressaltada pelos jesuítas de estar sempre próximo dos poderes. O risco de pessoas inescrupulosas cercarem governantes é altamente prejudicial.

O que não se costuma dizer ou até mesmo escrever? Que a evolução não apenas socioeconômica e política dos povos não interessa a governantes inseguros. Eis o motivo da proliferação das frases: a água somente corre para o mar; quem tem poder manda e quem tem juízo obedece; o forte sempre vence o mais fraco, e assim por diante.

E, na hora dos escândalos de corrupção, o que costuma acontecer? Quem vai acreditar no que está acontecendo? Quem dará vazão a estas histórias? Quem será capaz de ficar do lado do justo e que deseja construir algo melhor?

O peso das decisões não é baseado em amor, lealdade ou confiança. 90% — noventa por cento — das decisões de apoio são baseadas no dinheiro e no poder que poderão abocanhar ou continuar abocanhando. Eis por que os ditos sábios, justos e verdadeiramente inteligentes costumam associar-se a elos frágeis. O importante não é quem está exercendo o poder, mas os benefícios que advêm do poder!

E assim tudo continua como antes na terra de Abrantes? Não tem esta peculiar frase? Contrariar o status quo e vencer o establishment, sendo assim, é impossível?

De onde surgiu a frase “o Deus do impossível”? Somente a fé e a constância dos homens verdadeiramente desapegados do ter, do poder e do prazer são capazes de acreditar no que ninguém, em sã consciência e diante das probabilidades, acredita. Daí a frase: “o Deus do impossível”.

O ciclo de poderes é finito e muita gente não percebe. Tudo tende a cair com menos ou mais dias de existência. Eis a vida. Eis a realidade. E tudo fora disso é ilusão? Afinal a fé não é o único "removedor de montanhas"?

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Sobre Josenildo Nascimento Melo é jornalista, estudou direito, é Bacharel em Serviço Social pelo ICF - Instituto Camillo Filho. É também licenciado em Filosofia pelo ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.
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