
Exatamente. Não se fala em outra coisa. É para falar e escrever mesmo. Afinal, o que significa a corrupção? É o uso indevido de poder, autoridade ou cargo por uma pessoa ou organização para obter vantagens pessoais ou benefícios ilícitos. Ela ocorre quando o interesse privado é colocado acima do interesse público ou coletivo.
Oferecer ou aceitar dinheiro, presentes ou favores para influenciar uma decisão. Retirar verbas públicas ou privadas de seu destino correto para uso próprio. Usar contatos ou posições de poder para conseguir favores ilegais.
O tema da corrupção volta ao centro do debate político? Isso tudo tem a ver com o alto custo de vida? Pergunte ao cidadão comum nas ruas para perceber o que ele, o povo, responde: o Brasil tem dinheiro; o problema é a corrupção. Falta tudo, mas, para eles, não falta nada. E o povo não é a voz de Deus?
E a capa da revista Crusoé? “Lulinha lá – investigações sobre filho do presidente atingem em cheio a campanha eleitoral.” Mas o povo não liga para isso? É século XXI. O Brasil também mudou politicamente. O povo não gosta de corrupção, pois sente na pele as mazelas que derivam de tudo isso.
Olha só o que diz uma matéria publicada no site O Antagonista: “Crusoé: Lula já deveria ser investigado?” Advogado diz que eventual investigação dependeria de indícios de que o petista tinha conhecimento e participação nas tratativas de Lulinha e lobista.
O texto da redação de O Antagonista diz mais? Diz que o advogado criminalista André Fini, mestre em Direito Processual Penal, afirma que o fato de o presidente Lula ter conhecimento da atuação da lobista Roberta Luchsinger com seu filho, o empresário Fábio Luís da Silva, o Lulinha, não seria suficiente para colocá-lo na condição de investigado.
Fini, contudo, diz que a situação mudaria caso surgissem indícios de que Lula tinha conhecimento de que seu nome, seu gabinete ou sua autoridade estavam sendo utilizados para “vender influência” dentro do governo e, ainda assim, tivesse consentido ou participado das tratativas.
Somente se fala disso? Em toda a imprensa, velha ou nova? Olha só a matéria da Folha de S.Paulo: “Lulinha tinha ‘comunhão de interesses econômicos’ com lobista que negociava contrato no governo Lula, diz PF.” Defesa do filho do presidente diz haver interesse político em inquérito, que fala em “limites éticos e legais” extrapolados. PF aponta “sociedade oculta” envolvendo trio e também cita Lulinha como “beneficiário indireto” de atuação de empresária.
A matéria tem “assinaturas” de José Marques e Mariana Brasil. A Polícia Federal apontou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, atuava em “comunhão de interesses econômicos” e conduzia negócios em conjunto com a lobista Roberta Luchsinger, que trabalhava para obter contratos com o governo federal.
E olha só o que a coluna de Malu Gaspar, de O Globo, amanheceu publicando: “Casa usada por Lulinha foi alugada por dentista que disse à Lava-Jato morar no sítio de Atibaia.” De acordo com a imobiliária, a lobista Roberta Luchsinger negociou o aluguel, mas passou o contrato para um amigo do filho de Lula.
A matéria é de Malu Gaspar, Yago Godoy e Johanns Eller. O contrato de aluguel da mansão em Brasília que a lobista Roberta Luchsinger alugou para Fábio Luís da Silva, o Lulinha, foi fechado em nome de outra pessoa e teve exigência de contrato de confidencialidade.
Mas Lulinha não é candidato a nada? Qual a função da imprensa? Cobrir fatos e acontecimentos. Não se fala em outra coisa, e não apenas em Brasília, mas no Brasil inteiro, de norte a sul, de leste a oeste. “Mensagens mostram sociedade oculta entre Lulinha e lobista, aponta PF”, diz a manchete de Veja.
É assunto que se alastra como pólvora? Nacional e internacionalmente também? Tem muita gente preocupada?
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