O mundo político é algo difícil de prever e determinar? É uma nuvem que, uma hora, está de um jeito e, outra hora, de outra maneira completamente diferente. Eis o que traz a tradicional Revista Veja em sua matéria de capa: exclusivo – os bastidores do poder – Veja teve acesso ao inquérito que investiga um esquema de tráfico de influência no Ministério da Saúde – segundo a Polícia Federal, o filho do presidente Lula é parte dessa engrenagem.
A famosa frase "Política é como nuvem: você olha e ela está de um jeito; olha de novo e ela já mudou" é atribuída ao político e banqueiro mineiro José de Magalhães Pinto (e também muito repetida por Ulysses Guimarães). Alianças, candidaturas e acordos mudam rápido, assim como o vento altera o formato das nuvens no céu. O que parece certo ou definitivo em um dia pode se desfazer completamente no dia seguinte. O mundo mudou. O Brasil mudou muito em termos de coberturas políticas?
E tem muito mais? Mendonça deve manter inquéritos de Lulinha no STF após pedido da PGR para enviar caso à primeira instância. Avaliação é que ainda há possibilidade de surgirem elementos envolvendo autoridades com foro. A informação foi publicada pelo O Globo, através de Mariana Muniz – Brasília.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve rejeitar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de enviar à primeira instância dois inquéritos que investigam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, segundo interlocutores da Corte ouvidos pelo GLOBO. Caso confirme esse entendimento, Mendonça manterá sob seu controle não apenas a condução das investigações, mas também o momento em que um eventual recurso da PGR ou da defesa será submetido ao julgamento da Segunda Turma do Supremo.
A PGR defendeu que os inquéritos relacionados às suspeitas envolvendo a Dataprev e a tentativa de venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde sejam remetidos à Justiça Federal de primeira instância.
Tinha gente já cantando vitória? Quando dá para a velha mídia pegar uma toada, já era. Só Jesus na causa e Cristo não costuma se envolver em questão de tomar partido de ninguém em termos políticos. Olha o Estadão aí, gente: Caso Lulinha: guerra de bastidores escancara sistema de poder. Há pressões sobre o timing da investigação, a maneira como ela vai se dar e até se ela vai acontecer.
No comentário de quinta-feira, o colunista Fernando Schüler trata das investigações envolvendo a empresária e lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Schüler lembra que Roberta Luchsinger é bem articulada no governo e no PT, e ligada diretamente ao chamado Careca do INSS, que é investigado pelo escândalo de corrupção com descontos sobre aposentados do INSS.
Esse empresário teria repassado, segundo as investigações, R$ 1,5 milhão para montar uma operação junto ao governo federal para fazer uma venda de mais de R$ 600 milhões de cannabidiol para o Ministério da Saúde, tentando driblar a Lei de Licitações.
E a capa da Revista Veja? Notícia se alastrando igual à pólvora. Não se fala em outra coisa não apenas em Brasília, mas em toda a República Federativa do Brasil. Quais as próximas repercussões e desdobramentos deste caso? Não é à toa que os mais experientes costumam dizer que humildade, prudência e juízo cabem em todos os lugares. Mas dinheiro resolve tudo? Será mesmo? Têm “entrado em cena” outras peças do importante jogo para contrabalancear “controle da imprensa”? Cenário ficando nebuloso?