
Lúcio foi considerado culpado pelos assassinatos dos agricultores Luiz Pedro Dalcin, Gustavo Dalcin e Luiz Antônio Dalcin, pai e dois filhos, além do operador de máquinas Leonilton Sousa Silva, que estava no local no momento do ataque.
Segundo o Ministério Público, na manhã de 23 de abril de 2023, homens armados e encapuzados invadiram a propriedade rural e executaram as vítimas a tiros. A investigação concluiu que os criminosos agiram de forma planejada, surpreendendo as vítimas e impedindo qualquer possibilidade de defesa.
O Conselho de Sentença reconheceu a autoria dos quatro homicídios e acolheu as qualificadoras de motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, agravantes que elevaram significativamente a pena.
Ao fixar a condenação, o juiz Robledo Peres destacou a extrema violência da ação criminosa. Conforme a sentença, as vítimas foram executadas durante o dia, após serem colocadas de joelhos diante dos criminosos. O magistrado também considerou os antecedentes do réu e a gravidade das consequências do crime, negando o direito de recorrer em liberdade.
Além de Lúcio Batista Fialho, o Ministério Público denunciou John Lennon dos Santos Abreu como mandante da chacina. Ele permanece preso e ainda será submetido ao Tribunal do Júri.
De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil, o crime teria sido motivado por uma disputa envolvendo famílias da região.
Segundo o delegado-geral Luccy Keikko, John Lennon responsabilizava a família das vítimas pela morte de seu sogro, encontrado sem vida anos antes em uma fazenda onde trabalhava. Embora a investigação tenha apontado que a morte ocorreu por causas naturais, familiares passaram a sustentar a versão de que teria havido negligência, o que teria alimentado o desejo de vingança.
Outros dois investigados, Velton Avelino de Sousa e Euton Marcos Santos Lira, também respondem ao processo criminal.
A condenação representa um dos principais desdobramentos judiciais de um dos crimes de maior repercussão no Piauí nos últimos anos. Ainda assim, o caso só será totalmente concluído após o julgamento dos demais acusados, especialmente do homem apontado como responsável por ordenar a execução.
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