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Brasil CRISE

Lula prorroga medidas para segurar preços dos combustíveis até julho

Governo mantém isenções e amplia subsídios para diesel e gás de cozinha diante da alta do petróleo no mercado internacional

01/06/2026 às 08h23 Atualizada em 04/06/2026 às 10h31
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O governo do presidente Lula decidiu prorrogar até 31 de julho as medidas adotadas para evitar novos aumentos nos preços dos combustíveis. A decisão foi oficializada por meio de decretos e portarias publicados nos últimos dias e mantém benefícios que perderiam a validade no fim de maio. Segundo o Palácio do Planalto, a medida busca reduzir os impactos da instabilidade no mercado internacional de petróleo.

Entre as ações renovadas está a isenção de PIS e Cofins sobre o querosene de aviação e sobre o biodiesel usado na mistura obrigatória do diesel vendido nos postos. O governo também anunciou um novo subsídio de R$ 1,12 por litro de óleo diesel para refinarias nacionais e importadores, com início previsto para esta segunda-feira. O benefício substituirá programas anteriores que estavam prestes a terminar.

Outra medida mantida é o auxílio destinado aos produtores e importadores de gás liquefeito de petróleo, o GLP, conhecido popularmente como gás de cozinha. Com a prorrogação, o valor reservado para essa política foi ampliado de R$ 330 milhões para R$ 660 milhões, reforçando a tentativa de evitar repasses mais altos ao consumidor.

De acordo com o Ministério da Fazenda, as medidas são temporárias e não devem causar impacto nas contas públicas. O governo atribui a pressão sobre os combustíveis à escalada dos preços internacionais do petróleo, agravada pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para transporte de petróleo, aumentou as preocupações com a inflação e elevou os custos da energia em diversos países.

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