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Instituto Cultivar Progresso intensifica combate às queimadas ilegais com brigadas mirins no Sul do Piauí

Programa Fogo Zero mobiliza crianças, comunidades e prefeituras de 11 municípios para prevenir incêndios e fortalecer a consciência ambiental no Cerrado piauiense

27/05/2026 às 10h42 Atualizada em 29/05/2026 às 13h29
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Instituto Cultivar Progresso vai intensificar, na próxima semana, as ações do programa Fogo Zero, iniciativa voltada à prevenção e redução das queimadas ilegais em municípios do Cerrado piauiense. A mobilização faz parte da Semana do Meio Ambiente e contará com lançamento de novas brigadas mirins em cidades do Sul do estado.

Segundo representantes do instituto, o programa atua atualmente em 11 municípios, entre eles Teresina, Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Bertolínia, Manoel Emídio, Guadalupe e Sebastião Leal. O trabalho envolve educação ambiental nas escolas, mobilização comunitária e campanhas de conscientização voltadas principalmente para crianças entre 8 e 12 anos.

A proposta do projeto é agir na prevenção dos incêndios antes que as queimadas aconteçam. De acordo com o instituto, grande parte dos focos registrados na região é provocada por ações ilegais, muitas vezes ligadas à caça predatória. A estratégia é usar as crianças como agentes multiplicadores de conscientização dentro das famílias e das comunidades rurais.

Desde o ano passado, três brigadas mirins já foram lançadas, e outras seis devem começar a atuar nos próximos dias em municípios como Jerumenha, Landri Sales, Baixa Grande do Ribeiro, Antônio Almeida, Bertolínia e Manoel Emídio. A iniciativa conta com apoio das prefeituras, secretarias municipais, Corpo de Bombeiros e órgãos ambientais estaduais. Segundo o instituto, uma das conquistas já alcançadas foi a implantação de uma sede do Corpo de Bombeiros em Uruçuí.

Além dos impactos ambientais, o instituto alerta para os prejuízos econômicos causados pelas queimadas, como danos às reservas legais, perda de certificações ambientais e dificuldades em financiamentos ligados à produção agrícola. O programa também destaca os efeitos na saúde pública, na fauna e na flora, além da degradação do solo, que pode permanecer improdutivo por vários anos após os incêndios.

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