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Piauí PEDRO II

Enquanto o Real é a moeda oficial do Brasil, em Pedro II existe outra moeda que também pode ser encontrada no comércio local: a Opala.

Criada em 2012 pelo Banco Comunitário Rede Opala, a moeda social tem valor equivalente ao Real e foi criada para fortalecer a economia local.

08/08/2026 às 15h30
Por: Redação GH1
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Enquanto o Real é a moeda oficial do Brasil, em Pedro II existe outra moeda que também pode ser encontrada no comércio local: a Opala.

Quem visita Pedro II pode encontrar algo que não existe na maioria das cidades brasileiras: uma moeda própria circulando paralelamente ao Real.

É a Opala, moeda social criada no município por meio do Banco Comunitário Rede Opala. Apesar de ter características diferentes do dinheiro oficial brasileiro, a moeda possui uma particularidade: 1 Opala corresponde a R$ 1.

A iniciativa começou a ser estruturada em 2012. Naquele ano, representantes de entidades locais definiram o nome do banco e da moeda, que recebeu justamente o nome de uma das maiores riquezas e símbolos de Pedro II: a opala. O Banco Comunitário Rede Opala foi inaugurado oficialmente em junho de 2012, no Mercado do Artesão.

Mas para que serve uma moeda diferente do Real?

A proposta da Opala não é substituir o Real. Ela funciona como uma moeda social, criada para estimular a circulação de dinheiro dentro do próprio município.

Na prática, quando um comerciante recebe Opalas, ele pode utilizá-las novamente em outros estabelecimentos participantes. Dessa maneira, o recurso pode continuar circulando entre consumidores e comerciantes locais, fortalecendo a economia da própria cidade.

Segundo informações divulgadas pelo Banco Comunitário Rede Opala, a moeda possui lastro em reais, ou seja, existe uma correspondência entre as Opalas emitidas e valores em moeda oficial. Também existe a possibilidade de conversão da moeda social para Real.

Quanto vale uma Opala?

1 Opala = R$ 1

As primeiras cédulas foram produzidas em diferentes valores, incluindo 0,50, 1, 2, 5 e 10 Opalas.

As notas também receberam mecanismos de segurança e identificação, como numeração e elementos destinados a dificultar falsificações.

Uma moeda com a identidade de Pedro II

O nome não foi escolhido por acaso.

Pedro II é conhecida nacionalmente pela ocorrência de opala, mineral que se tornou uma das principais marcas econômicas, culturais e turísticas do município.

Assim, a cidade acabou levando sua principal pedra preciosa para o dinheiro que circula em sua própria economia.

É uma combinação curiosa: Pedro II tem a opala como riqueza mineral e também como moeda social.

A experiência já movimentou milhares de Opalas

Um estudo acadêmico realizado sobre o Banco Comunitário Rede Opala registrou que, durante o período analisado, aproximadamente 24 mil Opalas estavam circulando no território, equivalentes a R$ 24 mil.

O levantamento também identificou dezenas de empreendimentos que conheciam ou aceitavam a moeda social, mostrando que a Opala chegou a formar uma rede própria de circulação econômica no município.

Outro levantamento sobre moedas locais registra que a Opala era aceita em mais de 30 estabelecimentos de Pedro II.

E ela ainda existe?

Sim. A Opala continua sendo uma moeda social ligada à economia comunitária de Pedro II, e sua existência é uma das curiosidades econômicas mais particulares do município.

Isso não significa que o Real deixou de ser a moeda oficial. Pelo contrário: o Real continua sendo a moeda oficial do Brasil, enquanto a Opala funciona dentro de um circuito comunitário específico.

E talvez esteja aí a parte mais interessante dessa história: em uma época em que quase todo mundo utiliza cartão, Pix e dinheiro eletrônico, Pedro II mantém uma experiência que começou com pequenas cédulas de papel e uma ideia simples — fazer o dinheiro circular dentro da própria comunidade.

Uma moeda, uma pedra e uma história

A Opala não é apenas uma cédula curiosa.

Ela representa uma experiência de economia solidária e carrega no próprio nome uma das maiores identidades de Pedro II.

Para muitos, pode parecer estranho perguntar se uma cidade brasileira possui “dinheiro próprio”. Mas Pedro II mostra que é possível existir uma moeda social complementar ao Real, criada para estimular relações econômicas dentro da comunidade.

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