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Semarh proíbe queimadas em 12 municípios do Piauí durante período crítico do BR-O Bró

Medida suspende temporariamente o uso do fogo e as autorizações para queima controlada nos Tabuleiros do Alto Parnaíba; decisão ocorre em meio ao aumento do risco de incêndios, fumaça e problemas respiratórios

22/09/2026 às 15h04
Por: Douglas Ferreira
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Proibida queimada em 12 municípios do Piauí - Foto: Reprodução/Arte produzida por IA
Proibida queimada em 12 municípios do Piauí - Foto: Reprodução/Arte produzida por IA

Em pleno BR-O Bró, quando o calor, a baixa umidade e a vegetação seca transformam o Piauí em terreno propício à propagação das chamas, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) decidiu apertar o cerco contra as queimadas.

A Semarh publicou a Portaria nº 134, de 21 de setembro de 2026, no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (22), proibindo temporariamente o uso do fogo e suspendendo as autorizações para queima controlada em 12 municípios dos Tabuleiros do Alto Parnaíba.

A medida vale inicialmente até 30 de setembro, podendo ser prorrogada ou ampliada para outras áreas caso as condições ambientais e meteorológicas indiquem aumento do risco.

A decisão vem depois de uma sequência de queimadas que colocou o problema também na porta dos serviços de saúde. Na última semana, Oeiras registrou diversas ocorrências de fogo, com aumento da fumaça e reflexos na rede de atendimento. Crianças e idosos estiveram entre os pacientes que procuraram a UPA com problemas respiratórios.

Não é apenas uma questão de mato queimado. É meio ambiente, qualidade do ar e saúde pública.

Segundo a Semarh, a decisão preventiva levou em consideração baixa umidade, grande disponibilidade de material combustível e condições favoráveis à propagação do fogo. Municípios da região chegaram a figurar entre os 30 municípios brasileiros com maior ocorrência de queimadas e incêndios na semana anterior à publicação da portaria.

A proibição alcança Antônio Almeida, Baixa Grande do Ribeiro, Bertolínia, Canavieira, Guadalupe, Jerumenha, Landri Sales, Marcos Parente, Porto Alegre do Piauí, Ribeiro Gonçalves, Sebastião Leal e Uruçuí.

Durante o período, também ficam suspensas as autorizações de queima controlada que já haviam sido emitidas pela Semarh.

Fiscalização será reforçada

E quem insistir em colocar fogo de forma irregular poderá enfrentar consequências. A Semarh informou que vai intensificar o monitoramento e a fiscalização, utilizando sistemas de detecção de focos de calor e cicatrizes de queima para identificar ocorrências e áreas atingidas.

O uso irregular do fogo poderá resultar em auto de infração, multa e embargo da área ou atividade. Havendo indícios de crime ambiental, a ocorrência será encaminhada ao Ministério Público e aos demais órgãos competentes.

A estratégia também prevê articulação com prefeituras, produtores rurais, brigadas municipais, órgãos de segurança e Defesa Civil.

Quase 40% de redução, mas o alerta continua

Apesar da preocupação, os dados apresentados pelo Estado apontam uma redução de quase 40% nos focos de incêndio em relação ao mesmo período de 2025.

O resultado indica avanço nas ações de prevenção, monitoramento e fiscalização, mas o período crítico exige atenção permanente.

Como resumiu o secretário Feliphe Araújo, quando uma região apresenta maior risco, o Estado precisa agir preventivamente. Afinal, é melhor restringir temporariamente o uso do fogo do que esperar uma queimada se transformar em um incêndio de grandes proporções.

No BR-O Bró, a ordem agora é clara: fogo proibido nas áreas determinadas pela Semarh.

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