
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a ser citada nos bastidores do Partido Liberal como possível opção para a disputa presidencial de 2026. O movimento ganhou força após o desgaste envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, que enfrentou repercussão negativa depois do vazamento de áudios ligados ao empresário Daniel Vorcaro. Apesar disso, Michelle nega qualquer intenção de disputar a Presidência e mantém o plano de concorrer ao Senado pelo Distrito Federal.
Nos últimos dias, institutos como AtlasIntel, Datafolha e Futura Inteligência passaram a incluir Michelle em cenários eleitorais contra o presidente Lula. Os levantamentos mostram que ela aparece atrás de Flávio Bolsonaro nas simulações de primeiro turno, mas com desempenho competitivo em possíveis disputas de segundo turno. Dentro do PL, parte da cúpula avalia que ainda é mais viável recuperar a imagem de Flávio do que lançar um novo nome em pouco tempo.
As pesquisas apontam Lula liderando todos os cenários analisados, mas com diferenças menores no segundo turno. No Datafolha, por exemplo, Lula aparece com 48% contra 43% de Michelle. Já no levantamento da Futura Inteligência, o presidente soma 47,9% contra 41,6% da ex-primeira-dama. Mesmo sem confirmação oficial de candidatura, Michelle voltou a ocupar espaço no debate político nacional por causa da força eleitoral do sobrenome Bolsonaro e do apoio consolidado entre setores conservadores.
Enquanto isso, o PL tenta conter os impactos políticos da crise envolvendo Flávio Bolsonaro e reforçar sua pré-campanha. A coordenação do senador anunciou reforços na equipe de comunicação e aposta na recuperação do desempenho nas próximas pesquisas. Nos bastidores, aliados acreditam que os próximos meses serão decisivos para definir se o partido seguirá com Flávio até o fim ou se abrirá espaço para uma alternativa dentro da própria família Bolsonaro.
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