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Escorpiões avançam no Brasil e casos de picadas disparam mais de 160% em dez anos

País registrou quase 240 mil acidentes em 2025 e especialistas alertam para crescimento das espécies urbanas mais perigosas

24/05/2026 às 17h44 Atualizada em 25/05/2026 às 15h21
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Brasil vive um aumento preocupante nos acidentes com escorpiões. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde mostram que o número de picadas cresceu 162,7% em dez anos. Em 2016, foram pouco mais de 91 mil registros. Já em 2025, o país contabilizou 239,7 mil ocorrências, o equivalente a cerca de 60% de todos os acidentes envolvendo animais peçonhentos no território nacional.

O estado de São Paulo lidera o ranking de casos, com mais de 52 mil registros, seguido por Minas Gerais e Bahia. A maioria das vítimas tem entre 20 e 59 anos, mas os dados também chamam atenção para o número de crianças atingidas, incluindo bebês com menos de um ano. Apesar de quase 89% dos casos serem considerados leves, houve registros de mortes, principalmente em situações de demora no atendimento médico.

Entre as espécies que mais preocupam as autoridades, está o escorpião amarelo, considerado o mais perigoso do Brasil. Ele pertence ao gênero Tityus e se espalha com facilidade em áreas urbanas por conseguir se reproduzir sem necessidade de macho. O animal já foi encontrado em várias regiões do país e tem forte presença em cidades do Sudeste e Nordeste. Outra espécie que preocupa é o escorpião amarelo do Nordeste, bastante comum na região e também adaptado ao ambiente urbano.

O Ministério da Saúde orienta que, em caso de picada, a pessoa lave o local com água e sabão e procure atendimento médico imediatamente. Compressas mornas podem ajudar a aliviar a dor, mas o uso de gelo não é recomendado. Nos casos mais graves, o tratamento é feito com soro antiescorpiônico disponível pelo SUS. Especialistas alertam que calor, umidade, acúmulo de lixo e esgoto favorecem a proliferação dos escorpiões, aumentando o risco de acidentes dentro das próprias casas.

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