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Brasil NA LISTA DA INTERPOL

Saiba quem é Ricardo Magro, dono da Refit incluído na lista da Interpol

Empresário do setor de combustíveis é investigado por suspeita de participação em esquema bilionário de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro; nome foi incluído na difusão vermelha internacional a pedido da Polícia Federal

15/05/2026 às 11h08
Por: Douglas Ferreira
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Ricardo Magrão está foragido - Foto: Reprodução
Ricardo Magrão está foragido - Foto: Reprodução

O empresário Ricardo Magro, controlador da refinadora Refit, voltou ao centro das atenções após o ministro Alexandre de Moraes determinar a inclusão de seu nome na difusão vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localização e possível prisão de investigados procurados pela Justiça.

A medida atende a pedido da Polícia Federal e ainda depende de validação formal da própria Interpol. Caso o pedido seja aceito, Ricardo Magro poderá ser localizado e preso em qualquer um dos 196 países integrantes da organização policial internacional.

Quem é Ricardo Magro?

Ricardo Magro é empresário do setor de combustíveis e principal nome ligado à Refit, refinadora privada instalada no Rio de Janeiro. A empresa atua no mercado de derivados de petróleo e ganhou relevância nacional nos últimos anos dentro do setor energético brasileiro.

Magro construiu forte presença empresarial no ramo de distribuição e refino de combustíveis, tornando-se conhecido nos bastidores econômicos e políticos do país.

Nos últimos anos, porém, sua trajetória empresarial passou a ser acompanhada de sucessivas investigações envolvendo suspeitas de crimes tributários, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Qual a “ficha corrida” de Ricardo Magro?

O nome de Ricardo Magro aparece ligado a investigações envolvendo um suposto esquema bilionário de sonegação fiscal no setor de combustíveis.

Segundo as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, o grupo econômico investigado teria utilizado estruturas societárias complexas para ocultação de patrimônio, dissimulação de bens e movimentação irregular de recursos para o exterior.

As autoridades estimam que o esquema investigado possa envolver cerca de R$ 56 bilhões em impostos sonegados.

A investigação também mira suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e utilização de empresas para dificultar o rastreamento patrimonial.

Recentemente, operações da Polícia Federal tiveram como alvo empresários, operadores financeiros e agentes públicos ligados ao setor de combustíveis no Rio de Janeiro.

Ricardo Magro está foragido?

Até o momento, as autoridades brasileiras tratam Ricardo Magro como investigado com paradeiro indefinido no exterior. A inclusão de seu nome na difusão vermelha da Interpol ocorre justamente para permitir localização internacional e eventual prisão preventiva caso seja encontrado fora do Brasil.

As informações divulgadas até agora indicam que ele deixou o país durante o avanço das investigações federais. No entanto, oficialmente, ainda há etapas formais para consolidação do pedido internacional de captura.

Desde quando ele é investigado?

Ricardo Magro já vinha sendo alvo de investigações relacionadas ao setor de combustíveis há alguns anos, principalmente em apurações sobre fraudes tributárias e operações financeiras suspeitas.

O caso ganhou maior repercussão após operações recentes da Polícia Federal envolvendo empresários do ramo de combustíveis no Rio de Janeiro. As investigações avançaram sobre possíveis esquemas de ocultação patrimonial e movimentações financeiras internacionais consideradas suspeitas.

Durante uma das operações, o ex-governador Cláudio Castro também foi alvo de mandados de busca e apreensão no contexto das apurações.

O que investiga a Polícia Federal?

A Polícia Federal apura a existência de um conglomerado econômico suspeito de utilizar empresas e estruturas financeiras para práticas como:

• Sonegação bilionária de impostos
• Lavagem de dinheiro
• Evasão de recursos ao exterior
• Ocultação de patrimônio
• Dissimulação de bens

As investigações seguem em andamento e os envolvidos terão direito à ampla defesa ao longo do processo judicial.

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