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Juíza morre após procedimento de fertilização em clínica de SP

Polícia investiga se houve falha médica ou complicação durante coleta de óvulos

07/05/2026 às 09h53 Atualizada em 10/05/2026 às 08h14
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, após um procedimento de fertilização em São Paulo, colocou em foco os riscos e protocolos de segurança em clínicas de reprodução assistida. O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental, e a polícia investiga se houve falha no atendimento ou se a causa está ligada a complicações médicas previstas nesse tipo de procedimento.

Segundo o boletim de ocorrência, Mariana realizou a coleta de óvulos para fertilização in vitro na manhã de segunda-feira. Após receber alta, voltou para casa, mas apresentou dores intensas e sensação de frio. Horas depois, retornou à clínica, onde foi constatada uma hemorragia. A equipe médica realizou os primeiros procedimentos para conter o sangramento antes de encaminhá-la a uma unidade hospitalar.

A paciente foi transferida para a Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada em estado grave e foi levada à UTI. No dia seguinte, passou por cirurgia, mas o quadro se agravou. Na madrugada de quarta-feira, sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu. Mariana atuava na Vara Criminal de Sapiranga, no Rio Grande do Sul, e havia assumido o cargo recentemente.

Em nota, a clínica Invitro Reprodução Assistida afirmou que seguiu os protocolos médicos e destacou que todo procedimento envolve riscos. O caso ocorre em meio a um debate mais amplo sobre fiscalização e segurança em procedimentos médicos eletivos. Autoridades agora buscam esclarecer se houve negligência ou se a morte decorreu de uma complicação rara, mas possível.

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