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PIX sob nova regra: bancos passam a bloquear valores suspeitos automaticamente

Atualização do Banco Central amplia rastreamento e tenta frear avanço dos golpes digitais

01/05/2026 às 10h58 Atualizada em 02/05/2026 às 09h49
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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Uma mudança silenciosa começou a valer em todo o país e promete mexer com a rotina de quem usa o PIX. O Banco Central tornou obrigatória a nova versão do Mecanismo Especial de Devolução, o chamado MED 2.0, que amplia a capacidade de recuperar dinheiro perdido em fraudes. A regra atinge todas as instituições financeiras, de grandes bancos a fintechs, e busca corrigir uma falha antiga do sistema que deixava vítimas praticamente sem saída.

Criado em 2021, o mecanismo já existia, mas funcionava de forma limitada. Na prática, o rastreamento do dinheiro parava na primeira conta que recebia o valor. Bastava o golpista transferir rapidamente para outro destino e o recurso desaparecia. Com a nova versão, os bancos podem seguir o caminho do dinheiro por até cinco etapas diferentes, mesmo quando há tentativas de ocultação por meio de múltiplas transferências.

Outra mudança relevante está na velocidade da reação. Agora, ao identificar uma transação suspeita, o cliente pode contestar diretamente pelo aplicativo do banco. A partir daí, o sistema registra a ocorrência e permite o bloqueio cautelar dos valores em até 72 horas, enquanto a apuração é realizada. A análise costuma levar até sete dias úteis, podendo se estender em casos mais complexos, especialmente quando há várias contas envolvidas.

Apesar do avanço, o cenário ainda está longe do ideal. Dados do próprio Banco Central mostram que, em 2025, apenas 9,3 por cento dos valores contestados foram recuperados. Ou seja, o sistema melhora, mas os criminosos também evoluem. Na prática, a nova regra aumenta as chances de reação, mas não elimina o risco. Para o usuário comum, a principal mudança continua sendo a mesma de sempre: atenção redobrada e rapidez ao agir podem ser decisivas para não sair no prejuízo.

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