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Política MUDANÇA NO INTERIOR

Começou a debandada? Grupo do PT rompe em Piracuruca e reforça oposição no Piauí

Grupo histórico do PT abandona base de Rafael Fonteles e declara apoio a Joel Rodrigues e Ciro Nogueira, sinalizando mudança de eixo político no interior

24/04/2026 às 09h30
Por: Redação GH1
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Lideranças do PT de Piracuruca abandonam Rafael Fonteles e passam a apoiar Joel Rodrigues - Foto: Reprodução
Lideranças do PT de Piracuruca abandonam Rafael Fonteles e passam a apoiar Joel Rodrigues - Foto: Reprodução

O que acontece em Piracuruca começa a lembrar aquelas cenas em que o vento muda de direção e, de repente, até quem estava confortável precisa recalcular o caminho. Não é apenas mais um apoio político que troca de lado. É um grupo inteiro, com história dentro do próprio PT, que decide sair de um campo e atravessar para outro, como quem percebe que o terreno onde pisava já não oferece mais firmeza.

Liderado pelo ex-prefeito Assis Mãozinha, o movimento não veio tímido, nem envergonhado. Veio acompanhado. Vereadores, suplentes, lideranças locais, nomes que carregam influência real no município. E, como se não bastasse, ao lado dele também aparece outro ex-prefeito, Raimundo Loro. Não são peças soltas. É um bloco. E quando um bloco se move, o impacto é sempre maior do que parece à primeira vista.

O motivo alegado é direto, quase seco. Sentimento de abandono. De esquecimento. Como um aliado que ajudou a erguer a casa e, depois, foi deixado do lado de fora. Eles apoiaram Rafael Fonteles em 2022, mas agora dizem não se reconhecer mais nesse projeto. É como um casamento político que, com o tempo, perdeu conexão e terminou sem anúncio formal, mas com gestos claros.

E para onde vão? Não há hesitação. O destino é o grupo liderado por Joel Rodrigues e pelo senador Ciro Nogueira. Uma escolha que não é apenas ideológica, mas estratégica. Como quem sai de um time e já veste outra camisa antes mesmo de deixar o campo.

Joel, por sua vez, trata o movimento como parte de algo maior. Ele chama de onda. E a metáfora faz sentido. Porque não é uma adesão isolada. É mais uma entre várias que vêm acontecendo em sequência. Como aquelas ondas que começam pequenas, mas, quando ganham força, passam a redesenhar toda a paisagem da praia.

O que chama atenção não é apenas quem chegou, mas de onde veio. Um grupo do próprio PT migrando para apoiar adversários históricos. Isso não é ajuste fino. É mudança de eixo. É como uma bússola que deixa de apontar para o norte e começa a indicar outra direção.

No fundo, o episódio de Piracuruca é mais um sinal de um movimento que já não pode ser tratado como pontual. Quando lideranças começam a sair de dentro da base governista e atravessar para a oposição, o cenário deixa de ser estático. E política, quando entra em movimento, raramente volta ao ponto de origem.

 

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