
A lógica que não fecha
Logística, todo mundo sabe, é o coração de qualquer negócio. É ela que faz o produto sair de um ponto e chegar no outro, no tempo certo, com o custo certo. Sem isso, não tem empresa que sobreviva. Basta um problema com fornecedor, uma carga presa na alfândega ou uma crise internacional e pronto: falta produto, preço sobe e o mercado sente na hora.
Foi assim com combustível, com alimentos, com praticamente tudo. Guerra, crise, bloqueio… qualquer ruído já bagunça o sistema. A tal da lei da oferta e da procura entra em cena e o consumidor paga a conta.
Agora, curioso mesmo é olhar para um “setor” que parece viver em outro planeta: o narcotráfico.
Só no último fim de semana, foram quase duas toneladas de drogas apreendidas. Mais de 1,4 tonelada na região de Picos e outra grande carga em Caxias, no Maranhão. No dinheiro, estamos falando de cerca de R$ 28 milhões no Sul do Piauí e mais R$ 30 milhões em Caxias.
Sessenta milhões de reais evaporando em duas operações. Qual empresa aguenta isso? Qual negócio não sente o baque?
E o que aconteceu com o mercado? Nada. Nadica de nada.
Absolutamente nada mesmo. Simples assim. As bocas continuam abertas, o produto continua circulando e, pasme, o preço não sobe. Em alguns lugares, até cai. Como assim?
Se fosse qualquer empresa legal, uma perda dessa já causaria um colapso. Faltaria produto, o preço dispararia, o consumidor reclamaria. Mas no tráfico, não. Parece que a reposição é automática, instantânea, quase mágica.
A pergunta incômoda é: que logística é essa? Que sistema é esse que não quebra, não sofre com apreensão, não sente prisão de intermediários e ainda ignora a regra mais básica da economia?
Porque, convenhamos, ou a lei da oferta e da procura foi revogada nesse mercado… ou tem algo funcionando aí que o resto da economia ainda não entendeu.
SEGUROS? O dormir e o acordar?
RODRIGO PANTALEÃO Advogado que pediu a condenação do próprio cliente é encontrado morto em SC; polícia aguarda laudos
IMPRENSA DE VERDADE! Pressão recorrente?
DIGNIDADE HUMANA Quando o trabalhador diz basta: o caso que parou uma fábrica em Minas Gerais
MPF MPF aciona Justiça para exigir cotas em programas de residência médica do Hospital Albert Einstein
O AMOR ESTÁ NO AR Thiago Brennand vai casar com a própria advogada: condenado por estupro sobe ao altar atrás das grades Mín. 21° Máx. 35°