Eis as manchetes da velha mídia: O Globo – Escritório de mulher de Moraes recebeu dez vezes mais do que outras bancas para defender o Master; pagamentos do banco a autoridades aumentaram 27 vezes enquanto Vorcaro buscava ampliar influência política.
E a manchete de capa da Folha de São Paulo? O Brasil ganhou 9 (nove) milhões de inadimplentes desde o fim do Desenrola. O Estadão diz com exclusividade: Gilmar Mendes viajou para Brasília em avião de empresa de Vorcaro, na volta da posse do irmão no MT. Mas o que tudo isso tem a ver com “começou o distanciamento”? Entender os bastidores dos poderes em Brasília requer experiência e compreensão de fatos e acontecimentos ao longo do tempo.
Quando um ministro do STJ – Superior Tribunal de Justiça –, um dos mais espertos e sábios, diz publicamente que se julga impedido de julgar casos envolvendo o Banco Master, esse é um dos primeiros sinais. O pessoal dos poderes está se distanciando de alguns ministros do STF – Supremo Tribunal Federal.
Como diz o influente e conceituado jornalista Augusto Nunes, todos os dias, no programa Oeste Sem Filtro, de quatro a cinco ministros estão destruindo a instituição.
Começou o distanciamento? Diz ainda Augusto Nunes em outras palavras; ainda mais: “Quando uma coisa apodrece e despenca popularmente, os poderes se afastam. Agora não soltaram apenas as mãos; estão se retirando, afastando-se o máximo possível, e ninguém quer ficar perto do que está prestes a ruir, desmoronar.”
Juristas renomados afirmam que, se o Brasil fosse um país sério, muitos ministros não poderiam nem estar mais julgando alguém. Julgar a vida de pessoas é algo muito sério. Julgar algo ou alguém requer reputação ilibada, seriedade, senso de justiça, imparcialidade, vida correta e honesta.
E muito mais coisas virão à tona. Não vai adiantar desengavetar fatos que possam impedir uma delação total.
Outro sinal emitido — e quem conhece os bastidores dos poderes sabe o que significa — é o fato de o atual presidente da República Federativa do Brasil vir a público dar conselhos aos antigos “amigos”. Está pulando fora do navio. Não quer mais saber de nenhuma aproximação. Com certeza, já foi informado de que tudo isso pode implodir até mesmo uma pré-candidatura — talvez a sua própria. Muita coisa acontece em Brasília que demora a aflorar. Muita gente sabe de fatos antes de as informações se alastrarem.
Começou o distanciamento? Juristas sérios, professores universitários de Direito Constitucional, afirmam que tudo o que está acontecendo não é algo simples nem banal. E, a cada nota que nega o problema, a situação se agrava. Isso é crime e, em país sério, dá cadeia. Ninguém em sã consciência jamais viu o que anda acontecendo.
O jurista e professor André Marsiglia diz também, diariamente, no programa Oeste Sem Filtro, em outras palavras, que o Brasil já teve de tudo, mas o envolvimento de ministro da mais alta corte do país é algo gravíssimo. Ninguém nunca havia presenciado isso. Em suma, mais gente que ainda se julga poderosa vai se afastar também. Ninguém vai querer ficar perto disso.
Dia desses, alguém que jamais fez críticas públicas, em uma emissora de rádio, em um programa semanal, enfatizou: há quem tenha como política atacar as famílias e os outros pelos problemas do país. E veja: é apenas abril. Você imaginou quando chegarem os meses de maio, junho e julho? É por isso que há quem diga que tudo será diferente. Quais Cardeais, Arcebispos, Bispos, Padres, Diáconos tansitórios ou permanentes; terão coragem de “colocar a cabeça para fora” e defender o indefensável? Não é ainda; único apoio que ainda lhes resta? Só que a Igreja é milenar e sabe não se envolver!
Começou o distanciamento? Quem entende Brasília sabe como as coisas funcionam. Não irão apenas se distanciar; irão ajudar a “fritá-los”. Mas fulano e sicrano sabem muito? Quem vai acreditar em gente que decai a cada dia? Se há uma característica que muita gente em Brasília sabe exercer; é pular do "navio" antes que ele afunde.