
Uma nova geração de exames de imagem promete mudar a forma como dentistas investigam problemas na boca. Trata-se de uma ressonância magnética desenvolvida exclusivamente para a odontologia, capaz de analisar dentes, ossos e tecidos moles com mais precisão. O equipamento já está em fase final de testes e deve começar a ser usado no Brasil ainda este ano.
A tecnologia foi criada a partir de pesquisas lideradas pelo cirurgião-dentista e professor Rubens Spin-Neto, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Diferente dos exames mais comuns, como raio-X e tomografia, a ressonância odontológica não usa radiação ionizante, o que elimina riscos associados à exposição acumulada ao longo da vida. Além disso, o exame consegue identificar inflamações e alterações em estágios iniciais, antes que o problema se torne mais grave.
Outro avanço importante está na qualidade das imagens. Enquanto os exames tradicionais focam principalmente em estruturas duras, o novo equipamento permite visualizar com clareza os tecidos moles da boca, como gengiva, nervos e músculos. Isso ajuda o dentista a entender melhor a origem de dores e lesões que muitas vezes não aparecem nos exames convencionais.
O equipamento é menor e mais confortável que uma ressonância hospitalar e foi testado em mais de 500 pacientes em países da Europa e da América do Norte. A tecnologia já recebeu aprovação para uso clínico na Europa e nos Estados Unidos, o que abre caminho para liberação no Brasil. A expectativa é que a novidade seja apresentada oficialmente em um congresso de odontologia em São Paulo, marcando o início da sua chegada ao mercado nacional.
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