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Anvisa aprova primeiro concorrente nacional do Ozempic

Medicamento da EMS usa semaglutida, mesma substância do Ozempic e Wegovy, e pode aumentar concorrência no mercado das canetas para emagrecimento

26/05/2026 às 09h47 Atualizada em 29/05/2026 às 13h27
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro do Ozivy, primeiro medicamento brasileiro à base de semaglutida autorizado após a queda da patente do Ozempic no Brasil. O remédio é produzido pela farmacêutica EMS e utiliza o mesmo princípio ativo presente no Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e no Wegovy, usado no tratamento da obesidade. A aprovação marca a abertura de um mercado bilionário que passou a atrair o interesse de várias empresas farmacêuticas.

O Ozivy foi registrado como “medicamento novo” por meio de um modelo chamado desenvolvimento abreviado. Apesar de usar uma substância já conhecida, a empresa precisou comprovar à Anvisa critérios de qualidade, segurança e eficácia. A análise levou meses e ocorreu em meio a uma série de pedidos feitos por laboratórios interessados em entrar no setor das chamadas canetas emagrecedoras. Em abril, alguns pedidos chegaram a ser negados por falhas técnicas e problemas na documentação.

Segundo a resolução publicada pela Anvisa, o Ozivy foi aprovado em diferentes versões de solução injetável para aplicação subcutânea, todas acompanhadas de canetas aplicadoras e agulhas. O registro do medicamento será válido até junho de 2036. Mesmo com a autorização, a EMS ainda não informou quando o produto começará a ser vendido nas farmácias, já que a empresa ainda precisa concluir etapas de produção, definição de preço e distribuição.

Com o fim da exclusividade da Novo Nordisk sobre a semaglutida, a expectativa do mercado é de aumento da concorrência e possível redução gradual dos preços nos próximos anos. Especialistas explicam, porém, que a substância não permite a criação de genéricos tradicionais por causa da complexidade da molécula. Ainda assim, a chegada de novos fabricantes já começou a pressionar o setor, levando empresas a rever estratégias comerciais e ajustar preços de alguns produtos ligados ao tratamento da obesidade e do diabetes.

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