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Saúde SAÚDE

Nova pílula contra câncer de pâncreas dobra sobrevida e emociona médicos em congresso internacional

Estudo considerado decisivo aponta redução de 60% no risco de morte e pode mudar o tratamento da doença no mundo

02/06/2026 às 10h10 Atualizada em 03/06/2026 às 08h36
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Uma nova medicação oral para câncer de pâncreas avançado apresentou resultados que estão sendo considerados históricos por especialistas. O medicamento chamado daraxonrasib foi destaque no maior congresso de oncologia do mundo, realizado em Chicago, nos Estados Unidos, após um estudo mostrar que pacientes tratados com a droga viveram, em média, o dobro do tempo em comparação aos que receberam quimioterapia convencional.

A pesquisa envolveu cerca de 500 pacientes com câncer de pâncreas metastático que já não respondiam aos tratamentos disponíveis. Os resultados mostraram uma sobrevida mediana de 13,2 meses para quem utilizou o comprimido, contra 6,6 meses para os pacientes que continuaram apenas com a quimioterapia. Além disso, o risco de morte foi reduzido em 60% e mais de 30% dos participantes apresentaram diminuição do tamanho dos tumores.

Especialistas afirmam que o estudo segue o mais alto padrão científico e pode estabelecer um novo protocolo global para o tratamento da doença. Outro dado que chamou atenção foi a baixa taxa de efeitos colaterais graves. Apenas 1,2% dos pacientes precisaram interromper o uso do medicamento, índice muito inferior ao observado entre aqueles submetidos à quimioterapia tradicional.

O câncer de pâncreas é considerado um dos mais agressivos e difíceis de tratar. A maioria dos casos é descoberta em estágio avançado e as opções terapêuticas costumam ser limitadas. Agora, a expectativa é pela análise da agência reguladora dos Estados Unidos, que deverá avaliar o pedido de aprovação da nova droga. No Brasil, ainda não há previsão para a chegada do medicamento ao mercado ou sua incorporação aos sistemas público e privado de saúde.

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