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Saúde SAÚDE

Vacina contra câncer de pele reduz quase pela metade risco de morte e retorno do tumor

Tratamento experimental com mRNA mostra efeito duradouro em pacientes com melanoma avançado

21/01/2026 às 09h10 Atualizada em 23/01/2026 às 09h38
Por: Wagner Albuquerque
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Dados sobre a vacina contra o melanoma revelam resultados promissores no combate à doença - Foto: Reprodução
Dados sobre a vacina contra o melanoma revelam resultados promissores no combate à doença - Foto: Reprodução

Uma vacina experimental contra o câncer de pele apresentou resultados animadores ao reduzir em 49% o risco de morte ou de retorno da doença em pacientes com melanoma de alto risco. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pelas farmacêuticas Moderna e MSD, após cinco anos de acompanhamento clínico. A vacina, chamada autogene intismeran (mRNA-4157/V940), foi testada em combinação com o imunoterápico Keytruda.

O estudo envolveu 157 pacientes com melanoma nos estágios III e IV, todos já operados para retirada do tumor, mas com alto risco de reincidência. Segundo as empresas, quem recebeu a vacina junto com o Keytruda teve desempenho significativamente melhor do que o grupo tratado apenas com o imunoterápico, padrão já usado contra alguns tipos de câncer.

Os resultados mostram que o benefício se manteve ao longo dos cinco anos, indicando uma resposta imunológica duradoura. O ensaio está na segunda de três fases previstas. A etapa final começou em 2023 e deve ser concluída em 2030. Para a MSD, os dados representam um marco no tratamento do melanoma avançado, especialmente por reduzir a chance de a doença voltar após a cirurgia.

A vacina é personalizada: ela é desenvolvida a partir do sequenciamento genético do tumor de cada paciente, “treinando” o sistema imunológico a identificar e atacar células cancerígenas específicas. O perfil de segurança foi considerado consistente, sem novos efeitos adversos relevantes. Especialistas avaliam que o estudo reforça o potencial das vacinas terapêuticas contra tumores sólidos. O melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele e responde por cerca de 4% dos casos no Brasil, segundo o Inca.

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