
As ações da Azul encerraram o pregão da última sexta-feira (9) em forte alta de cerca de 200%, cotadas a R$ 0,75, após terem despencado quase 90% no dia anterior. A oscilação extrema ocorre na esteira da conclusão de uma emissão bilionária de ações, parte do processo de recuperação judicial da companhia nos Estados Unidos.
A empresa levantou cerca de R$ 7,4 bilhões com a emissão de mais de 1,4 trilhão de novos papéis, entre ações ordinárias e preferenciais. Com esse volume gigantesco de ações no mercado, os preços passaram por um ajuste brusco, o que explica a montanha-russa registrada nos últimos dias.
Para especialistas, o salto desta sexta não significa melhora real na saúde financeira da Azul. Segundo Gabriel Cecco, da Valor Investimentos, o movimento está ligado principalmente à especulação e a operações de curtíssimo prazo, como o chamado short covering, quando investidores que apostaram na queda correm para recomprar ações e reduzir prejuízos.
Cecco alerta que o comportamento do papel segue desconectado dos fundamentos da empresa. A expectativa é de continuidade da forte volatilidade, com movimentos abruptos e alto risco, especialmente para o investidor pessoa física. Em resumo: muito barulho, pouco fundamento e perigo à vista para quem entrar sem cautela.
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