
Um episódio incomum e preocupante marcou a manhã desta quinta feira no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Duas aeronaves comerciais chegaram a ficar separadas por apenas 22 metros na vertical durante uma manobra simultânea de pouso e decolagem. A situação, considerada extremamente crítica na aviação, reacende o debate sobre segurança operacional em aeroportos de alta movimentação.
O caso envolveu um Boeing 737 da Gol, que chegava de Salvador, e um Embraer E195 E2 da Azul, que iniciava decolagem com destino a Confins. No momento em que o avião da Gol precisou arremeter, por motivo ainda não esclarecido, a aeronave da Azul começou a corrida para decolagem. Em poucos segundos, os dois jatos ficaram perigosamente próximos sobre a região do Jabaquara, segundo dados de monitoramento de voo.
Relatos indicam que o controle de tráfego aéreo chegou a ordenar o cancelamento da decolagem da Azul, mas não houve resposta da tripulação, que seguiu com o procedimento. Ao mesmo tempo, a Gol confirmou a arremetida e recebeu orientação para desviar à direita. Durante a manobra, o sistema de alerta de colisão foi acionado, indicando que a distância entre as aeronaves havia ultrapassado os limites mínimos de segurança.
Apesar do susto e da sequência de falhas de comunicação, o desfecho não teve vítimas. O avião da Gol conseguiu realizar uma nova aproximação e pousou com segurança em Congonhas, enquanto a aeronave da Azul seguiu viagem normalmente até Minas Gerais. O caso agora deve ser investigado para entender se houve erro humano, falha técnica ou problemas na comunicação que colocaram dezenas de passageiros em risco.
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