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Aeroporto de Porto Alegre supera movimento pré-enchentes

Terminal gaúcho volta a crescer após ficar fechado por 171 dias e registra alta de 14% no número de passageiros

03/06/2026 às 08h37 Atualizada em 04/06/2026 às 10h32
Por: Wagner Albuquerque
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Aeroporto de Porto Alegre ficou fechado por 171 dias após desastre climático - Foto: reprodução
Aeroporto de Porto Alegre ficou fechado por 171 dias após desastre climático - Foto: reprodução

Dois anos após as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul e interromperam as operações do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, o terminal já apresenta números superiores aos registrados antes da tragédia. Entre janeiro e abril deste ano, o aeroporto movimentou 2,6 milhões de passageiros, crescimento de 14% em comparação ao mesmo período anterior às enchentes, quando foram contabilizados 2,24 milhões de embarques e desembarques.

O aeroporto permaneceu fechado por 171 dias em 2024 devido aos danos causados pelas cheias. A recuperação ocorreu de forma gradual após a reabertura, em outubro daquele ano. Aos poucos, as companhias aéreas retomaram suas rotas enquanto as obras de reconstrução avançavam. Hoje, o movimento já se aproxima do recorde registrado em 2019, quando 2,66 milhões de passageiros passaram pelo terminal no primeiro quadrimestre.

As intervenções envolveram a recuperação de áreas críticas da estrutura aeroportuária. A pista de pouso e decolagem ficou cerca de 75% submersa durante a enchente e precisou ser reconstruída. Também foram realizados reparos no terminal de passageiros, substituição de cabos elétricos e de tecnologia da informação, recuperação de subestações de energia e aplicação de milhares de toneladas de asfalto e concreto. Segundo a Fraport Brasil, concessionária responsável pela administração do aeroporto, foram investidos aproximadamente R$ 170 milhões apenas em melhorias adicionais, incluindo um novo sistema de drenagem para auxiliar no escoamento da água da chuva.

Além da recuperação estrutural, o aeroporto ganhou novas lojas, uma sala VIP e passou a operar novamente 24 horas por dia. A concessionária afirma que o terminal está em condições melhores do que antes das enchentes, mas ressalta a necessidade de continuidade das obras públicas de proteção contra cheias em Porto Alegre. Paralelamente, a empresa busca junto à Agência Nacional de Aviação Civil o reequilíbrio do contrato de concessão, alegando que os custos totais da reconstrução podem chegar perto de R$ 1 bilhão.

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