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Saúde SAÚDE

Adeus ao IMC? Estudo aponta o IRC como alternativa mais eficiente

Nova métrica leva em consideração a circunferência da cintura, oferecendo uma avaliação mais precisa dos riscos de doenças cardíacas e diabetes

09/09/2024 às 07h05
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O Índice de Massa Corporal (IMC), uma métrica tradicional utilizada para avaliar a relação entre altura e peso, vem sendo amplamente criticado por suas limitações. Atletas e especialistas na área da saúde argumentam que o IMC não considera diferenças importantes, como a composição corporal e a diversidade racial e étnica. Atletas musculosos, como a jogadora olímpica Ilona Maher, frequentemente recebem classificações inadequadas. Maher, por exemplo, é considerada tecnicamente obesa, apesar de sua excelente forma física.

Médicos também alertam para as falhas do IMC, como a incapacidade de diferenciar massa muscular de gordura corporal. Isso levou à busca por alternativas mais precisas, e uma nova métrica, o Índice de Redondeza Corporal (IRC), tem ganhado espaço. O IRC mede a "redondeza" do corpo com base na altura e cintura, ignorando o peso, sendo visto como um indicador mais eficiente de obesidade central e gordura abdominal, fatores críticos para o desenvolvimento de doenças como diabetes tipo 2 e problemas cardíacos.

Estudos recentes destacam o potencial do IRC para prever a mortalidade. Uma pesquisa publicada em junho revelou que pessoas com pontuações mais altas de IRC, representando corpos mais arredondados, tinham maior risco de morte por câncer e doenças cardíacas. No entanto, o IRC também mostrou que indivíduos com pontuações muito baixas, comuns entre idosos, podem enfrentar riscos elevados de saúde devido à desnutrição e perda muscular.

Ainda assim, o IRC não é infalível. Ele não distingue entre gordura e massa muscular, o que pode superestimar os riscos para atletas musculosos e subestimar os perigos para idosos com alta gordura visceral. A gordura abdominal, ao cercar órgãos internos, é considerada especialmente perigosa por promover doenças metabólicas e cardiovasculares.

A matemática Diana Thomas, criadora do IRC, destaca que o formato do corpo varia amplamente entre os indivíduos, sendo necessário uma medida que capture essas diferenças. Pesquisas sobre o IRC continuam, com investigações comparando-o a indicadores de saúde como pressão arterial e exames de sangue, buscando aprimorar a precisão dessas medições.

A variação étnica é outro fator importante. Asiáticos, por exemplo, tendem a acumular gordura central com pontuações de IRC mais baixas, o que aumenta o risco de diabetes. A comunidade médica está começando a adaptar essas métricas, ajustando as classificações de risco com base nas diferenças étnicas para tornar as avaliações de saúde mais justas e precisas.

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