
Sobre o desespero? Sim. Quanto à possível vitória das oposições — local e nacionalmente — ainda não. Mas, se tudo continuar como está, esse cenário pode mudar rapidamente. E por quê? Nacionalmente, buscar um quarto mandato é um risco altíssimo. Localmente, até podem vencer, mas terão de gastar dez vezes mais do que da primeira vez. Pesquisas já mostram o cansaço crescente no próprio povo. E, no plano nacional, dificilmente será alguém ligado ao mesmo clã; no máximo, alguém indicado por eles. Muitos repetem que o brasileiro é ingênuo, mas isso é discurso de quem vive em bolhas e desconhece a luta “insana” do dia a dia — uma luta cada vez mais dura, pesada e desigual. Muita gente adoece tentando sobreviver ou buscar ascensão mínima. E há o outro contraste: “gente ganhando rios de dinheiro sem trabalhar”.
Análises conclusivas?
Sobre o custo de vida cada vez mais alto? Sim. No campo eleitoral, porém, nada é certo ou plenamente confiável. A única constatação firme é que os ventos sopram para qualquer oposição, por menor que seja. O cansaço e a fadiga vêm do povo, saturado do “mais do mesmo”. É como na religiosidade: quanto mais se tenta conter a sangria, pior ela fica. No final, restarão apenas os fiéis de verdade. É bíblico: “todo aquele que perseverar até o fim, esse será contemplado com o galardão.” E assim funciona a dinâmica do mundo. No Brasil, especialmente no campo dos valores, muitos afirmam que sim: frases como “rico não é preso”, “nada funciona”, “só mudam os nomes” e “a esperança está ficando distante” ecoam por todos os cantos.
Análises conclusivas?
Sobre o descontrole contínuo das contas públicas? Sim. Mas a ideia de recuar diante dos fatos não existe entre eles. Faz parte da índole insistir na lógica de pobres contra ricos, de quem estuda por amor ao conhecimento contra quem coleciona diplomas. No jogo do descontrole fiscal, distribuindo migalhas, a tendência é apenas triplicar a aposta. Mas essa rota pode quebrar o país — e alguns estados — e ainda resultar em derrota eleitoral. Cada vez menos gente está disposta a topar mais uma rodada desse experimento. O anseio popular é por nomes novos, fora da velha política. O ambiente é tão favorável que o que falta são pessoas com coragem para “gastar do próprio bolso” e ir à luta. Mas, no geral, poucos estão dispostos a sacrifícios materiais; preferem a vida fácil.
Análises conclusivas?
Sobre a única forma saudável de crescer na vida? Se for pelos estudos, é um “sim” categórico. Mas, se a ideia é “vencer” eleições apenas com falácias, a resposta é não. A oposição, nacional e local, precisa de mobilidade, de leitura rápida dos fatos e de convencer elites de que o ciclo das migalhas precisa acabar. O que move um país — e um estado — é a geração de empregos reais. Nacionalmente, o sistema tende a ruir; localmente, dificilmente. Afinal, qual crítico fará frente aos avanços na educação? Crianças e jovens saem de casa sem café, mas na escola tomam café reforçado, almoçam, lancham e, no fim da tarde, praticamente jantam. Somente escândalos recorrentes seriam capazes de demolir esse sistema.
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