
O Itaú Unibanco fechou o terceiro trimestre com lucro recorrente de R$ 11,9 bilhões, alta de 11,3% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho veio em linha com o esperado pelo mercado e confirma o banco como o mais lucrativo do país. A rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) alcançou 23,3%, contra 22,7% um ano antes, índice bem superior ao de rivais como Bradesco (14,7%) e Santander (17,5%).
Entre julho e setembro, a margem financeira total somou R$ 31,4 bilhões, avanço de 10,1% em um ano, impulsionada pelo crescimento de operações com clientes. O Itaú também revisou para cima sua previsão de lucro com o mercado em 2025, agora estimado entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões, refletindo o bom desempenho das mesas de operações. O banco manteve as demais projeções para o ano.
A carteira de crédito chegou a R$ 1,4 trilhão, com aumento de 6,4% em 12 meses. Houve avanço nas linhas para pessoas físicas e pequenas empresas, além de leve alta de 1,5% no crédito a grandes companhias. A inadimplência acima de 90 dias ficou estável em 1,9%, mas o índice de atrasos entre 15 e 90 dias subiu ligeiramente devido a um cliente corporativo específico, a Ambipar, que entrou em recuperação judicial em outubro.
Com quase R$ 3 trilhões em ativos totais, o Itaú segue enxugando sua estrutura física: agora são 2.617 agências, contra 2.959 um ano atrás. Mesmo com leve alta nos custos de crédito, o banco mantém margens sólidas e desempenho superior aos concorrentes, consolidando-se como o principal nome do sistema financeiro brasileiro.
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