
Quem somos nós para fazer isso? Leiam o que a imprensa repercutiu: estão todos criticando a falta ao debate e dizem que realmente é um grande risco. É século XXI. É o mundo da internet. É o mundo das redes sociais. E um número muito pequeno de eleitores será capaz de decidir a eleição, dizem os comentaristas?
“Lula e Flávio viram alvo em debate, com Renan franco-atirador e dobradinha de Caiado e Cury. Candidato do Missão liderou críticas aos dois líderes nas pesquisas. Zema também desistiu neste domingo, tornando o debate o mais esvaziado desde a redemocratização.”
Eis o que diz matéria publicada na Folha de S.Paulo por Arthur Guimarães de Oliveira, Luana Lisboa, Marcelo Azevedo e Fábio Zanini. E dizem mais: “O primeiro debate eleitoral entre presidenciáveis das eleições de 2026 foi marcado por críticas ao presidente Lula (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), os dois líderes das pesquisas para a corrida ao Planalto, que faltaram ao evento. O debate, que teve início às 20h deste domingo (23), reuniu Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante), únicos presidenciáveis confirmados que participaram, após as desistências de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). Com as ausências, este tornou-se o debate eleitoral mais esvaziado desde a redemocratização.”
O que repercutiu o Estadão? A colunista do Estadão, Roseann Kennedy, afirmou que a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) beneficiou o candidato do Missão, Renan Santos. “O debate deixou de ser o espaço para os candidatos apresentarem propostas. Virou espaço para lacração”. A colunista também disse que o candidato do Missão usou o espaço de televisão para “ficar mais famoso no País”. Ainda segundo Roseann, o encontro “virou um ensaio de frases de efeito perfeitamente calculadas” para Santos.
E diz mais: “O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) faltou ao debate entre presidenciáveis organizado em conjunto pelo Grupo Bandeirantes e pelo Estadão. A decisão teve como estratégia prioritária a preparação para a sua estreia na série de sabatinas do Jornal Nacional, da TV Globo, que ocorre nesta segunda-feira, 24, e o entendimento político de que não haveria vantagem em ‘virar o alvo das pedradas’ no confronto presencial com os presidenciáveis.
Segundo apurou a Coluna do Estadão, a avaliação nos bastidores da campanha de Zema indicava que a agenda apertada inviabilizaria uma preparação adequada para ambos os compromissos em curto intervalo de tempo. Como Zema foi o sorteado para abrir a rodada de entrevistas na bancada da TV Globo, a equipe considerou fundamental concentrar esforços na sabatina. Além do fator tempo, pesou na escolha o formato dos dois eventos e a dinâmica política do momento.”
Analisando o debate? Quem diz se o debate valeu a pena ou não são os telespectadores e ouvintes que acompanharam o debate que aconteceu. O questionamento é: quais os motivos de “três candidatos fugirem ao debate”? Dois candidatos teimam em falar apenas para as suas bolhas?
Isso foi, de fato, um alto risco? Em pleno século XXI e em uma era de redes sociais, é, de fato, um risco que não deveriam correr? Logicamente, erraram ao faltar? Pare e pense. Se quem vai decidir as eleições é a parcela de eleitores que ainda não decidiu votar em X ou Y, como conseguirão conquistar esses votos? Já pensaram se, de repente, faltam mais alguns debates e outros começam, de fato, a crescer — e não em “pesquisas”, mas nas graças do povo?
O mundo mudou. O Brasil, de fato, não mudou e não será NUNCA capaz de surpresas? Cuidado, tudo não pode acontecer? Faltar a um debate histórico não pegou bem? E os cortes para as redes sociais? Qual será o reflexo disso? Mas ninguém mais assiste TV Aberta ou ouve emissoras de rádio? E a turma dos celulares será capaz de primeira vez provocar uma surpresa jamais esperada. Eis o risco de terem faltado ao debate?
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